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Por que os serviços de Telecom são fundamentais em grandes eventos?

Postado em: 03/02/2015, às 20:31 por Redação

Se no dia a dia os serviços de telecomunicações são essenciais na rotina de usuários individuais e das empresas, é durante os grandes eventos esportivos, culturais e políticos, que eles são colocados à prova e precisam dar conta do aumento instantâneo da demanda, nas localidades de ocorrência dos eventos, em dias e horários de pico.

Para se ter ideia, na Copa do Mundo de Futebol, realizada aqui no Brasil em julho de 2014, somente durante as partidas de quartas de final, foram enviadas 6,5 milhões de fotos e realizadas cerca de 500 mil ligações telefônicas, segundo o Sinditelebrasil – Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal.

Marcello Miguel, Diretor Executivo de Marketing, Plataformas e Primesys

Marcello Miguel, Diretor Executivo de Marketing, Plataformas e Primesys

Outro termômetro foi a atividade dos usuários da rede social Facebook, que considerou a Copa do Mundo no Brasil o maior evento de mídia social do mundo. Trezentos e cinquenta milhões de pessoas geraram "conversa" no Facebook a partir de notícias sobre a Copa do Mundo, com 3 bilhões de publicações, comentários e curtidas.

Um infográfico desenvolvido pela associação 4G Américas, reunindo dados da FIFA, SindiTeleBrasil, CNN e GSMA, aponta que os investimentos das operadoras em banda larga móvel para o mundial foram essenciais para atender aos picos da demanda por serviços móveis em eventos de grande porte.

Entre os destaques do infográfico estão o aumento do tráfego de dados em 300% durante os meses de junho e julho de 2014, período de disputa da Copa, e mais de 1 milhão de conexões em roaming.

Além disso, somente para a Copa, com investimentos de mais de R$ 260 milhões, as operadoras implementaram 164 quilômetros de cabos de fibra óptica e mais de 4.700 antenas de celular e Wi-Fi nos estádios das cidades-sede. Os serviços de transmissão e streaming estiveram disponíveis em 6 bilhões de telas internacionalmente, com PCs, tablets e smartphones representando 57% das visualizações, superando a TV.

Legado

Somada à necessária eficiência das telecomunicações durante os grandes eventos, tanto os provedores de serviços quanto a administração pública e a sociedade em geral esperam iniciativas que preservem um legado tecnológico e de experiência profissional ao País, algo que se evidencia nos preparativos da Rio 2016. O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 informou que vai aplicar 100% do orçamento previsto, de R$ 7,5 bilhões, justamente para deixar um legado no Brasil.

Somente os aportes em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para suportar os Jogos no Rio de Janeiro deverão responder por 20% do montante que o Comitê Organizador Olímpico Internacional (COI) estima levantar junto ao setor privado para realização da competição.

Historicamente ligada ao esporte e responsável pela infraestrutura de grandes eventos, a Embratel foi a primeira empresa a apoiar a candidatura do Rio de Janeiro como sede Olímpica e é, junto com a Claro, a patrocinadora e fornecedora oficial dos Jogos Rio 2016, na categoria Telecomunicações.

Além de implementar e operar a rede Olímpica, a Embratel colabora no planejamento da estrutura tecnológica para os Jogos Rio 2016. Para se ter ideia do desafio, em Londres foram registradas 61,7 mil horas de transmissão para 220 países; cerca de 4 bilhões de espectadores; 21 mil jornalistas cobriram o evento; mais de 70 mil voluntários trabalharam durante os jogos; cerca de 14 mil atletas de 204 países; 44 campeonatos mundiais em 17 dias; e mais de 7 milhões de ingressos vendidos.

Aqui no Brasil, até 2016, estima-se que haverá 2 dispositivos conectados em rede por pessoa, 169 milhões de minutos em vídeo transmitidos na internet mensalmente (crescimento de 600% em relação a 2010) e um crescimento anual de 52% no tráfego IP.

Esses números serviram de base para o COI dimensionar a rede que vai suportar os Jogos Rio 2016. "Em termos de volume de tráfego, estamos estimando algo em torno de 12 milhões de chamadas de voz em celular, 110 milhões de conexões de dados por meio de dispositivos móveis e de 2 petabytes de informação (a título de curiosidade, 1,5 petabytes são necessários para armazenar 10 bilhões de fotos do Facebook)", informa Elly Resende, Diretor de Tecnologia do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

A rede de telefonia fixa está sendo preparada para absorver a uma demanda estimada de 15 mil linhas e 55 milhões de minutos de tráfego. Na telefonia móvel, a demanda prevista é de 16 mil SIM Card, 500 smartphones e 3 milhões de mensagens SMS. "Estamos construindo uma rede de telecomunicações totalmente IP (protocolo de rede de comunicação de dados), de alta capacidade, exclusiva para os Jogos", diz Marcello Miguel, Diretor Executivo da Embratel.

O projeto será suportado por dois data centers que garantirão conectividade para as demandas estimadas em 140 instalações olímpicas, totalizando 80 mil pontos de rede com cabeamento LAN e 19 milhões de minutos de conferência. Marcello Miguel explica que os serviços de Telecom serão controlados e monitorados 24 horas por dia, 7 dias por semana, no TOC (Technology Operations Center) da Rio 2016, e suportados por um call center com 150 posições.

A Embratel prevê instalar 15 mil pontos de CATV e redes Wi-Fi em todos os locais da competição (60 instalações), nos ônibus que transportarão a Família Olímpica, além da Vila dos Atletas, Vilas de Mídia, Centro Internacional de Transmissão (IBC) e Centro Principal de Imprensa (MPC), nos locais utilizados pelos membros do Comitê Olímpico Internacional (COI), federações, comitês olímpicos, atletas e equipes de trabalho.

Não foi por acaso a escolha da Embratel para a construção e operação da rede de telecom dos Jogos Rio 2016. A operadora acumula vasta experiência em grandes eventos, tendo realizado a transmissão da primeira Copa do Mundo a cores em 1970 e, ao longo dos 49 anos de existência, transmitiu importantes competições como Jogos Olímpicos, Panamericanos, Copas do Mundo, Fórmula 1, Rio Open, entre outros.

Pelo nono ano consecutivo, a Embratel esteve nas pistas do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, em novembro de 2014, no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Seu pacote de serviços incluiu a transmissão de sinais de áudio e vídeo com qualidade digital, operação de circuitos privativos para transmissão de dados, imagem e voz para o Brasil e exterior, links de acesso à Internet, pontos de Wi-Fi e telefonia fixa para ligações locais e de longa distância.

Em outra via, e para assegurar a qualidade do sinal durante o Carnaval de 2014, a Embratel disponibilizou canais de vídeo em HD, com rotas distintas garantindo a robustez da solução necessária, além de equipamentos com foco na transmissão de dados e vídeo em alta definição.

Em fevereiro de 2015, pelo segundo ano consecutivo a Embratel será a fornecedora oficial de TI e Telecom do Rio Open de Tênis, o maior torneio de tênis da América do Sul com transmissão ao vivo para mais de 100 países. Esta será a segunda edição do evento no Brasil.

A edição deste ano terá acesso à Internet via Wi-Fi, de alta velocidade, serviços de voz e dados com tecnologia de última geração. A infraestrutura será instalada em toda a extensão do Jóquei Clube do Rio de Janeiro, incluindo nas proximidades das quadras de saibro e do estádio central, com capacidade para mais de 6 mil pessoas.

Os links também estarão disponíveis em diversos locais do evento, como Sala de Imprensa, Play Service, Village, House Mix, Corcovado Club (a área VIP do evento) e Tenda VIP. "Todo esse histórico dá à Embratel as credenciais necessárias para aceitar o desafio de prover serviços a grandes eventos", afirma Marcello Miguel. Especificamente para o Rio 2016, o executivo acrescenta que a operadora pretende aplicar o estado da arte de tecnologia e todo o amadurecimento operacional conquistado ao longo dos anos, oferecer disponibilidade e qualidade compatíveis com a grandiosidade do evento, viabilizar projeções seguras para atendimento ao tráfego demandado e garantir total segurança da informação.

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