Ceitec pode ser fornecedor de chips de plano de nacional de RFID

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O Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada), empresa do governo federal destinada à pesquisa e produção de chips, pode se tornar o fornecedor de chips de um possível plano nacional e integrado de identificação por radiofrequência (RFID, na sigla em inglês) do governo, para facilitar a troca de informações entre órgãos públicos e até dinamizar o trabalho de fiscalização e de combate a crimes, como falsificação de produtos, roubo e clonagem.
A proposta foi apresentada em reunião, na quarta-feira, 3, no Ministério da Ciência e Tecnologia, com a participação de representantes de ministérios e de instituições governamentais que têm projetos ou tenham interesse em adotar tecnologias na área de atuação.
A ideia é desenvolver circuitos integrados para rastrear medicamentos, hemoderivados, mercadorias em geral, encomendas, produtos agrícolas, veículos e até armas produzidas para a polícia, e em documentos oficiais, em especial, carteira identidade, cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e passaporte.
O encontro foi conduzido pelo secretário-executivo do MCT, Luis Antônio Elias, e de políticas de informática (Sepin), Augusto Gadelha, e teve a presença do ministro das Cidades, Márcio Fortes, e do assessor especial da Casa Civil, André Barbosa Filho, além do presidente da Ceitec, Eduard Weichselbaumer.
O presidente de Ceitec afirmou que a empresa tem condições de reduzir custos com a tecnologia nacional e pode, inclusive, estabelecer parcerias. "Podemos utilizar fábricas de terceiros, capacidade não é problema. É preciso ter projetos bem definidos e específicos para ampliar a participação no mercado", esclareceu Weichselbaumer.
Gadelha informou que a intenção é apresentar soluções que possam ser utilizadas com o auxílio do Ceitec. Segundo ele, estes seriam projetos de grande magnitude e de interesse nacional que podem viabilizar a indústria de semicondutores no Brasil. O secretário ressaltou ainda que são muitos os desafios a serem superados, entre eles de ordem tecnológica e jurídica (legal) que precisam ser avaliados pelo governo.

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