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Motivação: muito além de um salário exorbitante

Postado em: 06/02/2014, às 11:27 por Alberto Parada

Dificilmente encontraríamos alguém que rejeitasse uma oferta de emprego com remuneração mensal de US$ 2 milhões e, mais difícil ainda seria encontrar alguém que não se sentisse motivado com este valor mensalmente creditado na conta.

Provavelmente apenas depois do contrato assinado, exame admissional realizado e o limite dos cartões de crédito estourados por conta da expectativa dos recebimentos futuros que a dúvida pairaria na cabeça: qual atividade será realizada para ter uma remuneração mensal deste valor?
A resposta: gari na cracolândia, em São Paulo, com doze horas de trabalho diários, faça chuva ou faça sol, início às 18h e término às 6h, com 30 min para refeição e uma folga por semana.

O susto é grande com a notícia e a motivação gerada pela remuneração desaparece imediatamente dando lugar a uma angústia que terminará apenas quando o mês de trabalho for concluído, a grana estiver na conta e o pedido de demissão aceito. Ou alguém acredita que é possível trabalhar motivado por longo tempo em um lugar como aquele?

O exemplo acima quer ilustrar que, para muita gente, motivação é algo associado apenas a dinheiro. E irá descobrir que, mesmo recebendo um significativo aumento, sua motivação dura no máximo o tempo pelo qual ajusta seus gastos ao novo padrão de vida. No mês seguinte, tudo está exatamente como era antes do aumento.

Se dinheiro resolve todos os problemas de motivação, como explicar a repentina mudança de performance de um time de futebol de primeira linha, com altos salários (pagos rigorosamente em dia) que passou boa parte do campeonato 'namorando' a segunda divisão, apresentar uma alteração fantástica de rendimento apenas com a troca do treinador e, em pouco mais de um mês, aparecer nas primeiras posições do campeonato?

Sem dúvida que existe muito trabalho, mas o grande gerador de motivação é fazer as pessoas sentirem-se importantes, confiantes no caminho que estão seguindo e, fundamentalmente, saberem para onde estão indo.

Confiar em quem está liderando o time, ter certeza que sua opinião e participação é fundamental para o sucesso e ter a tranquilidade para trabalhar sabendo que a pressão por resultados não cairá exclusivamente sobre a sua cabeça são itens fundamentais.

Os exemplos são muitos e o futebol é rico deles. Durante três anos a seleção brasileira não rendia, era apática e sem vontade. Em pouco tempo ganhou uma competição importante, basicamente com os mesmos jogadores apenas com a mudança do lider. O que ele fez de tão diferente para mudar a atitude dos jogadores? A palavra é motivação, aliada a parceria, foco e muita confiança.

Dentro das corporações vive-se a emoção de estar ou não motivado. Na grande maioria das vezes ela é associada ao comportamento do líder. Lembre os que te motivaram e desmotivaram. Com certeza suas emoções levaram você a lembrar de quando teve mais liberdade para criar, participar e influenciar nas decisões do time e da empresa. Não negligenciamos a importância do dinheiro, mas com certeza em momentos de motivação ele fica em segundo plano.

A relação motivação-chefia é tão grande que é comum encontrar pessoas mudando de empresa junto com o chefe. Em muitas situações, para empresas menores e até com salários mais baixos, mas com a certeza de que terá a abertura e segurança para desenvolver o seu trabalho.

O importante é aprender com as lições e usá-las a seu favor. Lembrar de cada passo no caminho e acumular o conhecimento das atitudes aprendidas com os lideres que teve e jamais esquecer de como foi desagradável a experiência de ter um chefe que transmitia insegurança e, consequentemente, desmotivava todos.

Não caia na banalidade de reclamar que está desmotivado porque o chefe esconde o jogo, baixa o terror em todo mundo e só coloca pressão e quando tiver a oportunidade de estar no lugar dele ter atitudes piores.

Se eventualmente se esquecer dos chefes que te desmotivaram e tomar atitudes semelhantes às deles, não esqueça dos inúmeros exemplos que o esporte apresenta em relação a motivação. A mudança de um chefe por um líder está intimamente ligada com a vitória ou a derrota de uma equipe.

*Alberto Marcelo Parada é formado em administração de empresas e análise de sistemas, com especializações em gestão de projetos pela FIAP. Já atuou em empresas como IBM, CPM-Braxis, Fidelity, Banespa, entre outras. Atualmente integra o quadro docente nos cursos de MBA da FIAP, além de ser diretor de projetos sustentáveis da Sucesu-SP.

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2 Comentários

  1. Klenio Leite disse:

    Parada, como sempre suas matéria, para mim, sempre me foram grandes ensinamentos! Acredito e tenho sede de fazer com que pessoas com as quais venha a compartilhar o dia-a-dia em uma empresa possam se sentir motivados de tal maneira ao ponto de chorarem se algum dia minha missão em sua Empresa acabar, pois tenho a concepção de que os Recursos Humanos representam e são a Principal Ferramenta de um Líder, fato que proporciona a Todos o Sucesso!!!

    • Klenio Leite disse:

      Retificando:
      Onde ler-se: "…, como sempre suas matéria…", leia-se: "…suas matérias…";
      Onde ler-se: "…possam se sentir motivados…", leia-se: "…possam se sentir motivadas".

      Grato,
      Klenio Leite.

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