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Empresas do Vale do Silício preveem muitas dificuldades com vitória de Donald Trump

Postado em: 09/11/2016, às 19:43 por Redação

A vitória eleitoral de Donald Trump à presidência dos EUA é vista como um golpe para o Vale do Silício, por se tratar de um crítico ácido a várias grandes empresas de tecnologia e um defensor de políticas que executivos do setor consideram prejudiciais ao desenvolvimento da indústria.

Durante sua campanha, Trump não estabeleceu um diretriz específica para a política de tecnologia, ao contrário de sua adversária, a democrata Hilary Clinton, que em junho divulgou uma plataforma técnica detalhada que os executivos em geral aplaudiram. A defesa de Trump de controles mais rígidos para imigração e no comércio alarmou a indústria de tecnologia que emprega muitos imigrantes altamente qualificados e tem grande parte dos negócios no exterior.

Trump, que culpou amplamente as elites pelos problemas de muitos americanos descontentes, advoga a tese de que o Vale do Silício gerou empresas que entregaram muito mais lucros e valorização de ações do que empregos para os trabalhadores de classe média. Ele apontou vários grandes nomes da tecnologia durante a campanha e chegou a pedir que os consumidores boicotassem a Apple por ter se recusado a colaborar com o desbloqueio do iPhone de um terrorista alegando questões de privacidade.

O candidato do Partido Republicano chegou a acusar Jeff Bezos de usar o Washington Post, adquirido por ele em 2013, para promover os interesses da Amazon.com, a gigante do varejo online — alegações que o Post e Bezos contestaram veementemente. E, como fez com outras empresas fora do setor de tecnologia, ele alegou que IBM estava tirando empregos de americanos e levando para o exterior.

Trump recebeu escasso apoio público de executivos e empresários de tecnologia proeminentes — a exceção do empreendedor e investidor de risco Peter Thiel. Os republicanos da indústria, incluindo a presidente da HP Enterprise, Meg Whitman, e o presidente da Cisco Systems, John Chambers, declararam apoio a Hilary Clinton.

Um número de executivos de tecnologia e investidores expressaram preocupação com o resultado da eleição na terça-feira, 8, à noite, sendo que o investidor de risco, Shervin Pishevar, chegou a sugerir que a Califórnia deveria se separar dos EUA, segundo o The Wall Street Journal. "Se Trump ganhar, vou financiar uma campanha legítima para que a Califórnia se transforme em uma nação", disse em um post em sua conta do Twitter, à medida que ficava claro que o candidato republicano venceria o pleito.

O setor de tecnologia prosperou sob o presidente Barack Obama. As quatro empresas mais valiosas do mundo — Apple, Google, Microsoft e Amazon — são de tecnologia. A Alphabet, holding do Google, desfrutou de uma relação particularmente estreita com o governo Obama e seu presidente, Eric Schmidt, ajudou no planejamento inicial da campanha de Hilary Clinton.

A companhia também apoiou o ambicioso acordo Transpacífico de Cooperação Econômica entre 12 países, que pretende tornar-se um dos maiores acordos de livre comércio, assinado em outubro de 2015 na Nova Zelândia. O acordo foi um dos alvos centrais da campanha de Trump, embora Hilary também tenha se pronunciado contra o acordo comercial.

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