TI INSIDE Online -

RSS Feed Compartilhe TI INSIDE Online no Facebook Compartilhe TI INSIDE Online no Twitter Compartilhe TI INSIDE Online no Google+ Compartilhe TI INSIDE Online no Linkedin

Campanha salarial de TI vai para dissídio no TRT

Postado em: 10/03/2017, às 12:10 por Claudiney Santos

Após a paralisação das negociações da Campanha Salarial 2017 do setor de TI do Estado de São Paulo no último dia 23 de fevereiro, a comissão patronal entrou com um pedido de dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Segundo o SINDPD, a medida propõe retrocessos ao fixar parâmetros abaixo do que já havia sido reivindicado e até mesmo negociado durante a campanha.

A primeira audiência de conciliação está marcada para o dia 13 de março, segunda-feira, às 11h, no TRT. Apesar da intenção dos patrões de promover o corte de direitos já consolidados, o Sindpd (Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo) manterá o mesmo posicionamento firme e combativo apresentado durante toda a negociação salarial.

"Vamos para a primeira audiência de conciliação mantendo a nossa pauta e as reivindicações que temos defendido desde o início. Não tendo a possibilidade de conciliação, nós tomaremos as medidas necessárias, paredistas ou de mobilização, o que for preciso para manter todos os direitos da categoria", defendeu o presidente do Sindpd, Antonio Neto.

Com o pedido de dissídio, a comissão patronal volta atrás em uma série de cláusulas já discutidas e refutadas com veemência pelo Sindpd. Principal ponto de debate, o reajuste salarial requerido pelo Seprosp obteve retrocessos significativos. Na última rodada de negociação, o valor proposto foi de 6,29% para todos os profissionais, válido a partir de 1º de janeiro – índice ainda distante do que tem sido pleiteado pelo Sindpd, que busca a reposição da inflação com aumento real.

O dissídio volta a solicitar o fatiamento com perda salarial. Agora, o índice ofertado passa a ser de 5,20% a partir de janeiro, acrescido de 1,09% a ser pago em novembro, ambos calculados sob os salários aferidos em dezembro de 2016. Além disso, propõe a concessão de um abono de 10%.

A redução e o corte de direitos já consolidados também estão entre as solicitações do dissídio. Sobre a Participação nos Lucros e/ou Resultados, conquista reconhecida como uma das mais importantes para a categoria, o patronato solicita a análise do Tribunal para que a adesão à negociação passe a ser voluntária, e não obrigatória.

Segundo o pedido, o vale-refeição é proposto com valor bruto de R$ 17,50 para a jornada diária de 8 horas e poderá contar com o desconto de até 20% caso a empresa opte pelo FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador. O patronato ainda quer permitir o desconto do benefício em caso de ausências. Por fim, a comissão pede a garantia da manutenção de 80% da força de trabalho em caso de paralisação.

O pedido apresentado representa uma negação de tudo o que já havia sido proposto, conforme explica o presidente do Sindpd. "O objeto do dissídio é voltar atrás e fixar regras muito abaixo daquilo que não só havia sido reivindicado, mas também negociado. A intenção é achatar o salário dos trabalhadores, retirando direitos já conquistados. Nós não voltaremos atrás. Vamos continuar brigando na Justiça pela mesma pauta de reivindicações que foi debatida durante todas as reuniões", afirma Neto.

Tags: , , ,

1 Comentário

  1. Juliano disse:

    Entrevistou-se o representante do sindicato, mas faltou entrevistar um representante da comissão patronal.

Deixe o seu comentário!

Nome (obrigatório)

E-mail (não será mostrado) (obrigatório)

Website

Mensagem (obrigatório)



Top