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IBM inicia ofensiva no mercado de armazenamento

Postado em: 10/09/2008, às 19:39 por Redação

A área de armazenamento de dados da IBM recebeu investimentos da ordem de US$ 2 bilhões, parte dos quais para aquisição de três novas empresas, com propósito de completar seu portifólio com novos serviços, hardwares e softwares para esse segmento. A informação foi dada por André Luiz Bonacossa, executivo da área de sistema de armazenamento da IBM Brasil, ao explicar que "as novas ofertas são projetadas para oferecer às empresas formas para transformarem dados fixos em informações mais dinâmicas, que 'seguem' os indivíduos onde quer que estejam, em um ambiente distribuído de cloud computing".

De acordo com o executivo, é uma tendência cada vez mais forte que as pessoas queiram "carregar" suas informações independentemente de onde elas estejam, para poder acessá-las a qualquer momento, em qualquer lugar e em tempo real. Isso acarretará em um crescimento de 16 vezes no volume de informação de cada indivíduo até 2020, prevê a IBM.

Apesar de não revelar números, Bonacossa diz que pesquisa da IDC com dados do segundo trimestre, colocam a IBM com 41% de participação de mercado em unidades de discos externos. Ele acrescenta que a empresa também investiu 30% a mais em novos recursos para alavancar as vendas de 30 novos produtos que estão sendo anunciados simultaneamente.

Esse ofensiva no mercado foi possível também pela aquisição de três novas empresas, duas norte-americanas, Diligent Technologies e FileX e uma israelense, a XIV (X Quatorze), sgundo Bonacossa. "Esta última tem uma tecnologia inovadora, baseada em grid computing, com um algoritmo de paralelismo distribuído que gera maior desempenho e escalabilidade", garante ele.

O sistema de armazenamento em disco, que tem como foco as médias empresas, é escalável até 80 terabytes, que podem ser adquiridos em múltiplos de cinco terabytes, até atingir esse limite, devido a arquitetura em grid computing. Se o cliente usar a nova solução de virtualização SVC, a capacidade pode chegar a até 200 terabytes.

Outra novidade do sistema são os serviços para arquivos fora de escala (SOFS, ou scale out file services), que oferecem suporte à otimização de armazenamento, com rápida implementação. "O cliente pode migrar a base de dados através do sistema operacional AIX ou usar essa ferramenta, disponível também para o ambiente de outros concorrentes, sem qualquer interrupção da operação", garante Bonacossa.

A IBM também está oferecendo uma nova de biblioteca de armazenamento de fitas de alta densidade, que permite o armazenamento em um metro quadrado de até três petabytes de informação, o que elimina o problema de espaço físico enfrentado pelos atuais centros de processamento de dados, que cada vez mais buscam a consolidação. "A nova biblioteca pode guardar até três vezes mais cartuchos do que as estruturas existentes, proporcionando economia de espaço físico, de energia e ar condicionado. Outra novidade é uma unidade de fita mais rápida, com um terabyte de capacidade e que vem com uma tecnologia de criptografia, proporcionando ainda um ganho de 54% em relação aos sistemas atuais", acrescenta o executivo.

Preservação de longo prazo

A área de pesquisa da IBM está investindo numa iniciativa para preservãção de diversos tipos de informações, tais como dados científicos, financeiros, de saúde, artísticos e culturais por dezenas e até mesmo centenas de anos.

Em agosto, por exemplo, a companhia anunciou uma velocidade de transferência de 1 milhão de operações por segundo, utilizando a tecnologia de unidade de estado sólido com o controlador IBM System Storage SAN Volume Controller. A velocidade da IBM com essa tecnologia e a virtualização de armazenamento foi 300% maior do que o atual sistema de disco mais rápido do mercado. Com isso, o armazenamento em estado sólido que tem um custo por gigabyte 200 vezes maior do que o armazenamento em disco rígido pode ser viável, com a conseqüente economia de energia.

Outra tecnologia anunciada pela empresa é a memória Racetrack, que permite aos dispositivos eletrônicos armazenarem muito mais dados do que hoje é possível em um mesmo espaço. Nos próximos dez anos, a memória Racetrack, que possui esse nome devido à "corrida" de dados em torno da "pista" em nanoescala, poderá levar a dispositivos eletrônicos de estado sólido – sem partes móveis e, portanto, mais duráveis – capazes de manterem muito mais dados do que é possível hoje no mesmo espaço. Essa tecnologia poderia permitir, por exemplo, que um dispositivo manual, como um tocador de MP3, armazenasse cerca de 500 mil músicas ou 3,5 mil filmes, cem vezes mais do que é possível atualmente, a um custo e consumo de energia muito menor.

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