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Maioria das empresas defende uso responsável ético de inteligência artificial

Postado em: 11/10/2018, às 19:00 por Redação

Executivos em posição de liderança estão fazendo o que é necessário para garantir que suas respectivas empresas façam uso responsável da inteligência artificial. Prova disso é que a maioria tem investido em treinamentos sobre ética para os seus profissionais e já estabeleceu comitês para supervisionar o uso dessa tecnologia.

Essas informações vêm de uma pesquisa global feita entre 305 executivos de empresas da Europa, das Américas e da região do Ásia-Pacífico, incluindo CIOs, CTOs e CAOs (Chief Analytics Officers). Denominada AI Momentum, Maturity and Models for Success, o estudo foi encomendado à Forbes Insights pelo SAS, pela Intel e pela Accenture em julho deste ano.

Entre as empresas líderes em inteligência artificial e que consideram sua implementação como bem-sucedida ou muito bem-sucedida, a pesquisa mostra que 92% estimulam seus colaboradores para que usem a tecnologia baseados na ética, contra 48% das que também fazem uso da IA, mas em menor grau. No Brasil, esses dois grupos apontam para 100% e 50%, respectivamente.

As organizações líderes de mercado também reconhecem que existe uma forte conexão entre o Analytics e seu sucesso quanto ao uso da inteligência artificial. Entre elas, 79% dizem que o Analytics desempenha um papel importante em seus esforços ligados à IA, contra 14% dos que ainda não se beneficiaram da sua utilização. No Brasil, os percentuais indicam, respectivamente, 80% e apenas 7%.

O estudo diz, ainda, que a inteligência artificial tem um impacto real na vida das pessoas, o que reforça a importância da ética quanto ao seu uso. "É um dado positivo, mas as empresas precisam ir além da promessa de não causar danos com a IA. É necessário que haja alguma garantia de que os sistemas nessa área sejam seguros e transparentes, evitando prejudicar as pessoas, as empresas e a sociedade", diz Rumman Chowdhury, responsável pela área de Inteligência Artificial da Accenture Applied Intelligence.

Embora se saiba que a inteligência artificial funciona sem intervenção humana, a pesquisa mostra que os executivos reconhecem que ela não necessita de supervisão. Nesse sentido, 74% disseram supervisionar ou fazer uma avaliação semanal dos resultados do uso da IA, contra 33% das empresas menos bem-sucedidas. E 43% disseram ter processos definidos para lidar com resultados tidos como questionáveis após essa supervisão. Ainda assim, o relatório mostra que tais processos estão longe dos avanços proporcionados pela Inteligência Artificial.

No Brasil, 100% dos líderes em IA relataram uma supervisão cuidadosa, com ao menos uma revisão ou avaliação de resultados por semana (entre as empresas com menor sucesso na adoção da IA no país, a taxa é de 50%). Além disso, 20% dos líderes brasileiros em IA informaram que suas organizações contam com processos para o aumento ou substituição de resultados considerados questionáveis durante a revisão (entre as empresas com menor sucesso na adoção da IA, a taxa é de 33%).

As empresas estão dando valor à ética e à supervisão dos sistemas de IA por saberem que, do contrário, podem haver consequências ruins. Desse grupo, 60% disseram estar preocupadas com o impacto das decisões baseadas em Inteligência Artificial quando se trata de engajar os clientes, com receio de que tais ações não gerem empatia suficiente ou diminuam a confiança dos consumidores, por exemplo. Entre as empresas brasileiras, 60% relataram o mesmo tipo de preocupação.

A pesquisa também mostra que 72% das empresas em todo o mundo estão usando a Inteligência em uma ou mais áreas de negócios; Mais da metade (51%) disse que sua implementação foi um sucesso, citando como principais benefícios previsões e tomadas de decisões mais precisas, maior sucesso na aquisição de clientes e maior produtividade.

No Brasil, o percentual de adoção da tecnologia chega a 65% e os principais benefícios relatados com o uso da IA foram melhora na aquisição, na satisfação e na retenção de clientes (60%), melhor uso dos recursos (60%), melhora na qualidade dos produtos (60%), aumento da inovação (67%) e extração de insights de dados com maior rapidez (65%).

– Quase a metade (46%) afirmou ter implementado a Inteligência Artificial em sua totalidade – no Brasil, esse número equivale a 62%. Outras ainda estão na fase de protótipo e experimentação. Os executivos fora do grupo C-Level eram mais propensos a ver o impacto da Inteligência Artificial de forma mais positiva. Mais da metade (55%) afirmou que seus esforços voltados à IA foram bem-sucedidos ou muito bem-sucedidos. E apenas 38% dos executivos C-Level disseram o mesmo;

Muitas empresas enxergam uma vantagem em sua força de trabalho nas funções de maior responsabilidade. 64% disseram ver os efeitos dessa iniciativa, uma vez que os colaboradores se concentram em tarefas mais estratégicas do que operacionais graças à inteligência artificial. No Brasil, esse percentual chega a 73%.

Quase 20% identificam a preocupação dos colaboradores em relação a seus empregos como um desafio atrelado à inteligência artificial – no Brasil, esse receio equivale a apenas 9%. Além disso, 57% relataram preocupação com o impacto da IA nas relações com os colaboradores, que podem se sentir ameaçados ou sobrecarregados – Brasil e Austrália apresentaram o maior porcentual, ambos com 80%.

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