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Bancos já realizam operações críticas na nuvem, diz executivo

Postado em: 15/11/2011, às 17:01 por Gabriela Stripoli, de Las Vegas (EUA)*

A computação em nuvem é uma das apostas da indústria de TI e, apesar da cautela do mercado em razão dos riscos de segurança, vem sendo cada vez mais utilizada em aplicações críticas pelo setor financeiro. A afirmação é do vice-presidente de segurança para a América Latina da CA Technologies, Ricardo Fernandes, que informou, sem revelar nomes, que a empresa possui três grandes clientes da área financeira que autenticam transações de cartão de crédito utilizando computação em nuvem.

“A computação em nuvem traz riscos de segurança, mas eles não são diferentes ao de qualquer outra tecnologia”, afirmou Fernandes, durante o CA World 2011, evento anual promovido pela empresa que reúne clientes parceiros de negócios, realizado este ano em Las Vegas, nos Estados Unidos. Para ele, o maior desafio da área de TI é controlar as pessoas que operam os sistemas, e não o combate a ameaças externas, como se pode imaginar. “No momento que você realiza a migração de um sistema para a nuvem, suas operações são geridas por um provedor de serviços gerenciados (MSP, na sigla em inglês) e tem que ter a segurança e o conforto que seus dados estão sendo controlados”, defende.

Fernandes cita que, nos Estados Unidos, já houve mais de um caso em que as empresas foram postas reféns de funcionários com acesso privilegiado. Embora isso não seja comum na América Latina, ele defende o uso de soluções que controlem acessos a sistemas, dados e operações na nuvem. Segundo ele, este é o maior desafio para a área de segurança de TI. O executivo conta que há pesquisas encomendadas pela CA Technologies que provam que grande parte dos ataques externos a sistemas na nuvem só aconteceu porque havia ao menos uma pessoa da própria empresa que passava as informações necessárias, às vezes mesmo sem saber que seu computador era alvo acesso não autorizado.

Fernandes defende a criação de uma política de segurança pelas empresas latino-americanas, a exemplo das existentes nos Estados Unidos, em que os funcionários são responsabilizados no caso de vazamento de informações, mesmo quando não houve intenção de prejudicar a empresa. “A tecnologia não funciona sozinha, sempre há pessoas trabalhando para que ela funcione”, finaliza.
 

* A jornalista viajou para Las Vegas a convite da empresa.

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