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Falta de ambiente de trabalho digital afeta nível de empregabilidade das empresas

Postado em: 17/07/2018, às 20:35 por Redação

De acordo com o estudo The New Digital Divide – Transformação Digital no Ambiente de Trabalho, realizado pela Unisys Corporation, que avaliou a importância do uso atual e futuro de recursos digitais no ambiente de trabalho no Brasil e em 11 outros países, o investimento em tecnologia é fator básico para manter os profissionais de hoje produtivos e motivados em relação às suas funções.

"Os dados mostram um novo paradigma no ambiente de trabalho digital no Brasil: quase metade das pessoas que trabalham em empresas tecnologicamente atrasadas sentem que equipamentos obsoletos estão limitando a produtividade, sendo que mais da metade está frustrada e pensando em deixar seus empregos", afirma Fabio Abatepaulo, diretor de transformação digital da Unisys para a América Latina.

"Essa frustração é real e tem um impacto emocional tangível – porém, quando se busca a verdadeira razão, isso tem a ver com acesso. Os funcionários querem realizar suas tarefas de qualquer lugar e de maneira simples, sem ter de enfrentar obstáculos. Ter equipamentos com aplicações adequadas e ferramentas de produtividade e colaboração corretas é extremamente importante para garantir o acesso e o relacionamento entre as pessoas".

Mais da metade (52%) dos profissionais digitais em organizações tecnologicamente defasadas (slow tech) expressou frustração com seus empregadores em comparação com a parcela de apenas 3% dos funcionários de organizações líderes em tecnologia (high tech) – uma diferença de mais de 1.600%.

O nível de frustração está diretamente relacionado à ameaça de perda de talentos: funcionários de empresas defasadas tecnologicamente (13%) são mais propensos a deixar seus postos e ir trabalhar em outro lugar quando comparados a seus pares em organizações líderes em tecnologia (apenas um entre 376 entrevistados). Isso é particularmente preocupante considerando que as organizações líderes representaram apenas 37% de todos os funcionários pesquisados no Brasil.

Os equipamentos são a maior fonte de problemas para os funcionários de organizações slow tech, com 43% deles reclamando que são impedidos de serem mais produtivos por conta de dispositivos obsoletos, ou 169% mais propensos a se sentirem assim do que os que trabalham em organizações high tech (16%).

O movimento "Bring Your Own Device" (BYOD – traga seu próprio dispositivo, em português), associado principalmente aos smartphones, traz consigo riscos substanciais à segurança – em particular, no Brasil. A pesquisa mostrou que quase dois terços dos profissionais digitais (63%) fazem download de aplicações e software sem suporte do grupo de TI de suas organizações, porque são "melhores do que os oferecidos pela empresa" ou porque "a empresa não oferece uma alternativa".

A correlação entre tecnologia, produtividade e resultados para os negócios

Embora muitos empresários saibam que funcionários infelizes custam dinheiro, outros tantos ficariam impressionados com o alto valor que esse cenário pode realmente tomar. Um relatório de 2017 publicado pela empresa de pesquisas Gallup revelou que funcionários não engajados custam entre US$ 483 bilhões e US$ 605 bilhões anualmente em produtividade perdida. O custo da perda de colaboradores também não pode ser esquecido – estudos preveem que, cada vez que uma empresa substitui um profissional assalariado, há um custo equivalente a seis a nove salários mensais, em média.

"O cenário é claro. Os profissionais estão à procura de soluções ágeis e modernas para poder trabalhar em qualquer local e quando estão em trânsito. Em última análise, o custo de não atender a essa demanda tem consequências reais para os negócios. Um número considerável de empresas está atrasado na curva tecnológica, colocando tanto elas quanto a economia em risco, do ponto de vista de retenção de talentos, eficiência e produtividade", explica Eduardo Almeida, vice-presidente e gerente geral da Unisys para a América Latina.

Apesar dos pesquisados mostrarem interesse sobre as tecnologias digitais, a pesquisa mostra pouco conhecimento sobre novas tecnologias como Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Robótica, entre outras, mas mais das metade teme o impacto da adoção dessas tecnologias sobre a empregabilidade.

Segundo a pesquisa, quase metade (47%) dos entrevistados vê a inteligência artificial (IAI) como a tecnologia emergente com maior potencial para transformar o ambiente de trabalho nos próximos cinco anos, uma parcela significativamente superior à média global (36%). No entanto, enquanto a maioria dos entrevistados citou familiaridade com IA, apenas 22% afirmaram compreender bem a tecnologia.

O mais importante é que essa falta de compreensão influencia fortemente a crença das pessoas em relação ao impacto de tecnologias emergentes no ambiente de trabalho. Em particular, a pesquisa descobriu que 58% dos funcionários em organizações líderes creem que a tecnologia e a automação podem tornar seus trabalhos obsoletos em cinco anos.

"O medo do desconhecido é poderoso, e é isso que as estatísticas confirmam", disse Abatepaulo. "No entanto, as organizações que modernizarem suas tecnologias e seus processos de negócio da maneira certa estarão mais bem posicionadas para liderar. Junto com treinamento adequado, as ferramentas de automação e inteligência vão ajudar a capacitar os profissionais, libertando-os de tarefas entediantes para que possam podem gerar resultados melhores. Acreditamos que a IA vai melhorar o modo como os profissionais trabalham, não substituí-los", completa.

O estudo global entrevistou mais de 12 mil funcionários em 12 países em abril de 2018 para avaliar as atitudes dos profissionais digitais de hoje em relação ao modo como a tecnologia usada no ambiente de trabalho influencia suas rotinas diárias. Também classificou organizações entre high e slow tech com base na resposta dos entrevistados sobre seus empregadores – se estavam à frente ou atrás de seus concorrentes na curva tecnológica.

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