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Empresas desenvolvedoras de sistemas resistem em adotar metodologia ágil

Postado em: 20/09/2018, às 21:55 por Redação

Os serviços de desenvolvimento e manutenção de sistemas (ADM) no Brasil estão voltados para o desenvolvimento ágil, mas a grande maioria ainda depende de abordagens tradicionais, de acordo com um novo estudo da Information Services Group.

O desenvolvimento tradicional ainda representa 70% das receitas dessa atividade entre os 33 provedores de ADM avaliados no recém-publicado Relatório de Quadrantes de Serviços ADM de Nova Geração da ISG Provider Lens para o Brasil. Segundo o estudo, esses provedores enfrentam o desafio de adaptar o SAP e outros aplicativos ERP e legados, ao desenvolvimento ágil.

Consequentemente, o mercado brasileiro de serviços de ADM está crescendo relativamente devagar, em cerca de 11% ao ano para os provedores participantes da pesquisa. Os dez melhores desempenhos, no entanto, viram suas receitas crescerem em média 31%. Cinco deles fizeram melhorias significativas em suas ofertas ágeis.

"Os provedores representados neste relatório estão trabalhando diariamente na alteração do código para o mundo digital. Coletivamente, essas organizações dedicam mais de 70 milhões de horas por ano para mudar ou adicionar novos códigos de aplicativos para empresas brasileiras", diz Esteban Herrera, sócio e líder global da ISG Research. "Ainda assim, eles reconhecem que precisam lidar com a necessidade de velocidade e adotar cada vez mais abordagens ágeis e automatizadas para serviços de ADM."

O relatório da ISG mostra que o mercado brasileiro ainda está caminhando para automatizar o ciclo de vida das aplicações. Os provedores estão investindo em plataformas que aceleram o desenvolvimento por meio de bibliotecas, micros-serviços, nuvem, programação low code, automação de testes e robôs para escrita de scripts.

Ao mesmo tempo, as plataformas de manutenção usam inteligência artificial e cognitiva para automatizar a classificação de tickets, executar scripts que automatizam a entrega de serviços e aplicam procedimentos de solução de problemas.

Com um foco maior no desenvolvimento ágil, a maioria dos provedores no relatório agora pode entregar novos releases em até um mês. Os projetos ágeis normalmente têm de oito a dez desenvolvedores trabalhando neles, mas o escalonamento para centenas de desenvolvedores ainda é um desafio. Vários provedores estão usando o Scaled Agile Framework (SAFe), envolvendo dezenas de equipes ágeis dentro do ambiente do cliente, para ajudar a entregar projetos em escala.

O relatório também abrange os testes contínuos, incluindo ofertas de teste como serviço, usadas por equipes de desenvolvimento que estão mais avançadas na curva de maturidade ágil e de DevOps. Tais serviços baseados em nuvem são usados principalmente para aplicativos de smartphones. Provedores de serviços de teste também estão entrando no mercado de certificação de produtos para garantir a confiabilidade e a segurança de software para tudo, desde sistemas de pagamento até dispositivos conectados.

Nem todos os provedores podem automatizar testes funcionais neste momento, mas essa capacidade está crescendo com a disponibilidade de inteligência artificial e tecnologia cognitiva na nuvem. Da mesma forma, nem todos os provedores oferecem DevSecOps em suas metodologias, alerta do ISG.

O relatório do ISG também examinou as tendências da ADM nas verticais de bancos, serviços financeiros e seguros (BFSI) e manufatura do Brasil. A automação de processos robóticos é agora um componente do desenvolvimento de aplicativos no setor de BFSI, e bancos abertos, micros-serviços, plataformas e blockchain também são considerações importantes.

Na manufatura, os provedores ainda estão amplamente focados em atualizar os sistemas SAP-ECC legados para o SAP S/4HANA e migrá-los para a nuvem. A maioria das empresas de manufatura no Brasil ainda está em busca dos caminhos para tirar vantagem de avanços como nuvem, Internet das Coisas e integração da cadeia de suprimentos, aponta o estudo.

O Relatório de Quadrantes de Serviços de ADM de Nova Geração da ISG – Brasil avaliou as capacidades de 33 provedores de ADM que atendem esse mercado em cinco quadrantes: Desenvolvimento e Manutenção de Sistemas de Próxima Geração; Desenvolvimento Ágil; Teste Contínuo; Next-gen ADM para Mercado Bancário, Serviços Financeiros e Seguros; e Next-gen ADM para Manufatura. A IBM foi nomeada líder em quatro dos cinco quadrantes, enquanto que Accenture, Capgemini, NTT DATA/Everis e Wipro foram nomeados em três quadrantes.

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