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Apesar de muito populares, apps de mensagens instantâneas ainda terão baixa receita até 2018

Postado em: 21/02/2014, às 16:18 por Redação

Apesar de virem conquistando cada vez mais os usuários de tablets e smartphones, a ponto de já ameaçarem o serviço de SMS das operadoras de telefoniaWhatsApp, os aplicativos de mensagem instantânea — como WhatsApp, Line Messenger, Viber e We Chat — ainda geram um volume baixo de receita. E esse cenário não deve mudar tão cedo. Projeção da Juniper Research aponta que, embora devam responder por 75% do tráfego móvel no mundo em 2018, o equivalente a 63 trilhões de mensagens, os apps de mensagens representarão apenas 2% da receita total do mercado de mensagens móveis no período, ou seja, pouco mais de US$ 3 bilhões.

De acordo com a consultoria, essa situação pode ser explicado em razão de as empresas desenvolvedoras dos aplicativos móveis ainda não terem encontrado um modelo de negócio capaz de tornar o serviço rentável, apesar do grande público. Além disso, observa o relatório, a extrema pulverização de apps no mercado, hoje na casa de centenas, torna o desafio mais difícil. Isso sem falar no sem-número de abordagens das empresas, que vão desde a venda do app a oferta de  jogos até a monetização do serviço com publicidade ou assinaturas.

O relatório da consultoria observa que,  embora  a popularização dos apps móveis seja inquestionável, o peso deles no tráfego de mensagens instantâneas deve ser realtivizado, já que o aumento verificado nos últimos tempos resulta de uma série de fatores. Uma das razões do aumento exponencial do tráfego de mensagens de texto via apps móveis reside no fato de o uso desses aplicativos ser inerentemente diferente do uso de SMS. Enquanto para transmitir uma mensagem via aplicativos móveis os usuários precisam enviar vários "chats", no SMS, ele utiliza um único.

O aumento do tráfego de mensagens instantâneas, ressalta o estudo, também tem sido impulsionado pelo uso de stickers (adesivos), emoticons,, imagens e conversas em grupo, além do fato de que os mais jovens normalmente instalam vários aplicativos móveis.

Segundo o autor do relatório, Sian Rowlands, "a adoção de aplicativos de mensagens instantâneas tem acelerado rapidamente nos últimos 18 meses, o que levou a Juniper a rever a previsão de crescimento do volume de tráfego de mensagens". Ainda de acordo com ele, o Extremo Oriente e a China serão as regiões responsáveis pela geração do maior volume de tráfego em todos os formatos de mensagens móveis daqui a quatro anos.

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1 Comentário

  1. Realmente os aplicativo de mensagens ainda não encontraram uma forma eficiente de ganhar dinheiro. Mas o valor que essas empresas tem se referente a imensa qualidade de usuários e de dados cadastrados no seu banco de dados. O que pode valer fortunas para o ramo da publicidade.

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