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E-commerce atinge R$ 4,19 bilhões no terceiro trimestre em SP

Postado em: 10/01/2018, às 19:37 por Redação

O comércio eletrônico paulista registrou faturamento real (já descontada a inflação) de R$ 4,19 bilhões no terceiro trimestre de 2017, alta de 19,2% na comparação com os R$ 3,51 bilhões registrados no mesmo período de 2016. É a maior cifra registrada para o período desde o início da série histórica, em 2013. No acumulado dos 12 meses – após encerrar 2016 com uma queda de 1,4% -, o faturamento do setor cresceu de modo acelerado no período e registrou alta de 6,9%. É o que aponta a pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), realizada por meio do seu Conselho de Comércio Eletrônico em parceria com a Ebit.

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico FecomercioSP/Ebit traz dados sobre faturamento real, número de pedidos e tíquete médio e permite mensurar a participação do e-commerce nas vendas totais do varejo (eletrônico e físico) no Estado de São Paulo, segmentado em 16 regiões.

A participação do e-commerce nas vendas do varejo paulista no terceiro trimestre ficou em 2,7%, alta de 0,3 ponto porcentual (p.p.) na comparação com o mesmo período de 2016 (2,4%). O número de pedidos online no Estado registrou crescimento de 13,5%, passando de 9,2 milhões para 10,4 milhões, o segundo maior volume registrado para o trimestre na série histórica.

Ao avaliar o comportamento das vendas do setor ao longo dos três meses, verificou-se que, na comparação com o mesmo período do ano passado, as vendas do comércio eletrônico cresceram 30% em julho; 25% em agosto; e 3,9% em setembro. A FecomercioSP ressalta que, após encerrar 2016 com uma queda de 1,4% no faturamento real, o resultado acumulado dos últimos 12 meses passou a ser positivo em 0,6% no primeiro trimestre, alcançou 1,1% no segundo trimestre e encerrou o terceiro trimestre com 6,9%.

O tíquete médio (faturamento por pedido) registrou alta de 5,1%, passando de R$ 382,09 no terceiro trimestre de 2016 para R$ 401,56 no mesmo período de 2017.

Todas as 16 regiões analisadas pela PCCE registraram alta nas vendas em relação ao mesmo período de 2016, com destaque para ABCD e Campinas, cujas vendas cresceram 51,4% e 47,4%, respectivamente, em relação ao terceiro trimestre de 2016.

Para a FecomercioSP, tanto o varejo físico quanto o eletrônico continuam sinalizando retomada das vendas, motivada pelo ambiente macroeconômico mais favorável, com uma inflação muito mais controlada e trajetória de queda nas taxas de juros. No caso do comércio eletrônico, dois fatores importantes também contribuem para esse movimento. O primeiro deles é o investimento em plataformas de vendas via marketplace, oferecendo ao consumidor uma maior diversidade de produtos, além de aumentar a rentabilidade do negócio. O segundo é o investimento em aplicativos e na melhora das funcionalidades e da visualização do site nos dispositivos móveis.

Capital

O comércio eletrônico na cidade de São Paulo fechou o terceiro trimestre de 2017 com faturamento real de R$ 1,7 bilhão, aumento de 3% em comparação ao mesmo período do ano passado. Apesar do resultado positivo, foi a menor taxa de crescimento entre as 16 regiões analisadas. Foram registrados mais de 4 milhões de pedidos, com tíquete médio de R$ 386,40.

De acordo com a Federação, a capital foi a região em que o comércio eletrônico teve a maior participação no faturamento total do varejo no terceiro trimestre do ano (3,5%), seguida pelas regiões do ABCD e Litoral, respectivamente com 3,2% e 3%.

Metodologia

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico FecomercioSP/Ebit (PCCE) para o Estado de São Paulo é realizada com base em informações cedidas pela Ebit, e além dos dados de faturamento real, número de pedidos, tíquete médio, a pesquisa permite mensurar a participação do comércio eletrônico nas vendas totais do varejo paulista. As informações são segmentadas em 16 regiões definidas pelas Delegacias Regionais Tributárias que englobam todos os 645 municípios paulistas e abrangem todas as atividades varejistas constantes do código CNAE 2.0.

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