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Kaspersky Lab diz que Brasil foi o país mais atacado por trojans bancários no mundo

Postado em: 09/12/2014, às 19:16 por Redação

Em 2014 os especialistas da Kaspersky Lab registraram um crescimento considerável no número de ataques maliciosos em computadores e dispositivos móveis dos usuários, maior desenvolvimento do malware financeiro e uma mudança nos vetores de ataques na web. Baseado nas estatísticas da empresa, 2014 aparece da seguinte maneira:

*6.2 bilhões de ataques maliciosos em computadores e dispositivos móveis de usuários foram bloqueados pelos produtos antivírus da Kaspersky Lab em 2014, um bilhão a mais que em 2013

*38% de usuários de computadores foram submetidos a, pelo menos, um ataque via web ao longo do ano

*44% dos ataques via web neutralizados pelos produtos da Kaspersky Lab foram realizados com uso de recursos maliciosos localizados nos EUA (27,5% de todos os ataques) e na Alemanha (16,6%). Holanda (13,4%) ficou na terceira posição

*Tentativas de roubo de dinheiro pelo acesso online a contas bancárias foram bloqueadas em quase 2.000.000 de computadores de usuários

*Os produtos da empresa protegeram seus usuários em uma média de 3.9 milhões de ataques baseados na internet por dia

*Os antivírus da Kaspersky Lab detectaram mais de 123.000.000 de objetos maliciosos únicos: 74% deles foram encontrados em URLs maliciosas

*Um total de 3,7 milhões de tentativas de infectar computadores baseados em OS X foram bloqueadas .

*Um usuário médio de Mac OS encontrou nove ameaças durante o ano

As soluções da Kaspersky Lab bloquearam 1,4 milhão de ataques em dispositivos Android, quatro vezes mais que no ano passado.

Números do ano

Todos os dias, o time de pesquisas antimalware da Kaspersky Lab processa 325.000 novos arquivos maliciosos. Isso são 10.000 a mais por dia comparado com ano passado – e 125.000 por dia a mais que em 2012.

Kaspersky

Número de arquivos maliciosos diários processados pela Kaspersky Lab (clique na imagem para ampliar)

Todos os dias, mais de 1,6 milhão de arquivos diferentes são processados pelo time de pesquisas antimalware da Kaspersky Lab. Quase 20% destes, ou um em cada cinco, é perigoso. Houve um aumento de 3,17% nos números de arquivos maliciosos detectados este ano, comparado com 2013 (figura acima). O período de 12 meses anterior, de 2012 a 2013, registrou um crescimento de mais de 50%. De acordo com os especialistas da Kaspersky Lab, esta redução nos índices de crescimento reflete as mudanças significativas nas táticas que os cibercriminosos estão desenvolvendo para infectar mais computadores.

"Nós estamos observando uma tendência muito interessante na paisagem maliciosa. Com mais e mais frequência os criminosos estão usando e-mails de phishing tendo como alvo um grupo muito especifico, como jogadores ou usuários de bancos online. Antes, essa técnica era quase exclusivamente usada por operadores de ameaças avançadas (APT), mas agora o phishing tem sido usado por criminosos menos eficientes. Isso permite que eles executem ataques menos massivos e menos perceptíveis. No entanto, nossas soluções constantemente detectam estes tipos de ataques", afirmou Vyacheslav Zakorzhevsky, líder do time de pesquisa antimalware da Kaspersky Lab.

Ameaças Móveis

*295.500 novos programas móveis maliciosos, 2,8 vezes mais que em 2013

*12.100 Trojans bancários móveis, 9 vezes mais que ano passado

*53% dos ataques envolvendo Trojans móveis mirando o dinheiro dos usuários (SMS-Trojans, Trojans bancários)

*19% dos usuários de Android (um em cinco) encontraram uma ameaça móvel pelo menos uma vez no ano.

*Ataques de malware móvel foram registrados em mais de 200 países em todo o mundo

*Foi encontrado o primeiro trojan bancário móvel totalmente desenvolvido por cibercriminosos brasileiros, atingindo a plataforma Android

"2011 foi o ano da formação de malware móvel, especialmente em dispositivos baseados no Android; 2012 foi quando eles foram desenvolvidos e 2013 foi quando eles atingiram a maturidade. Em 2014 o malware móvel foi focado em questões financeiras: o número de Trojans bancários móveis foi nove vezes maior do que no ano anterior e o desenvolvimento nesta área continua a um ritmo alarmante ", disse Roman Unuchek, analista sênior de Malware móvel da Kaspersky Lab.

Ameaças financeiras: Brasil é o país mais atacado no mundo

Os fraudadores que se especializaram em malware financeiro móvel foram provavelmente inspirados por seus "colegas" experientes que têm roubado dinheiro através de computadores pessoais por anos. O ZeuS continua a ser o trojan bancário mais disseminado no mundo, enquanto os trojans brasileiros ChePro e Lohmys em segundo e terceiro.

O Brasil se destaca nessa categoria como o país mais atacado no mundo por trojans bancários: foram quase 300 mil.usuários atacados, o que coloca o país em primeiro lugar no ranking, seguido de Rússia e Alemanha.

Três quartos de ataques mirando o dinheiro dos usuários foram desenvolvidos pelo uso de malware bancário, mas estes não são apenas ameaças financeiras. Roubo de carteiras Bitcoin foram a segunda ameaça bancária mais popular (14%). Software de mineração de Bitcoins (10%) foram outra ameaça relacionada com a moeda criptográfica. Ele usa recursos de computação para gerar bitcoins.

Maria Garnaeva, especialista em Segurança do Time de Pesquisas e Análises da Kaspersky Lab disse que "uma das maneiras mais eficazes para distribuir malware para os computadores dos usuários é a de explorar vulnerabilidades no Oracle Java e em navegadores como o Internet Explorer, Mozilla Firefox, etc. Além disso, os cibercriminosos continuam a usar exploits para as vulnerabilidades do Adobe Reader. Essas técnicas de infecção permanecem populares simplesmente porque as técnicas de engenharia social ainda são eficazes. Cada ano, nós vemos como os cibercriminosos são criativos na maneiras mais inovadoras de roubar as vítimas. É por isso que os receptores ainda estão dispostos a ler um e-mail aparentemente inofensivo de uma fonte desconhecida e, em seguida, abrir anexos ou seguir links que os expõem a programas maliciosos".

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