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Bibliotecas de BIM e seu risco jurídico – uma visão técnica

Postado em: 10/02/2014, às 14:51 por Marcus Granadeiro

Uma das grandes diferenças do BIM está relacionada à maneira com que ele lida com estes componentes.

Blocos são usados desde os primórdios do CAD, mas a automatização que o BIM proporciona em relação aos componentes é algo novo. Há muito tempo empresas de móveis, louças sanitárias, luminárias, bem como todos os tipos de fornecedores de equipamentos, disponibilizam bibliotecas para o uso de seus clientes. Escritórios de projeto se esmeram em criar padrões para carimbos e personalizar blocos para atender a demandas específicas. Construtoras já têm blocos padrões para conexões elétricas e hidráulicas das diversas concessionárias. Ou seja, isto já é praxe no mercado de CAD.

Os blocos no CAD são desenhos que se repetem inúmeras vezes dentro do mesmo desenho ou por vários desenhos da empresa. Podem ser de simples geometria ou, mesmo, conter atributos com propriedades. Com o tempo, foram desenvolvidas muitas rotinas e programas para usar estes atributos com intuito de automatizar tarefas, como gerar lista de material e montar tabelas de quantitativos. Em caso de carimbos, as propriedades, normalmente, são usadas como indexadores de documentos e podem ser manipuladas por sistemas de gestão documental mais avançados.

Contudo, com o avanço do uso do BIM, os fabricantes estão iniciando o processo de disponibilização dos componentes na Internet. O usuário "baixa" a biblioteca de componente e a utiliza em seu projeto. Em um primeiro momento parece muito parecido com o que tínhamos no mundo CAD, mas há um problema, que está justamente na automatização que o BIM traz em relação aos dados que o componente possui.

Os componentes contêm informações que vão além do desenho, das entidades gráficas. Eles possuem parâmetros e dados que serão levados em conta para simulações, cálculos e decisões de projeto. Ou seja, a informação contida no componente é base para que o BIM apresente resultados e faça modelagens, simulações e cálculos.

Dentro deste contexto é importante colocar uma questão. Quem será o responsável por um erro de projeto causado por um componente com propriedades erradas? Não estamos pensando em catástrofes, pois, obviamente, nenhum projetista confiaria plenamente em resultados de máquinas para definições e dimensionamentos importantes. Mas podemos ter casos como um empreendimento não obter uma certificação de sustentabilidade que a simulação sinalizava possível. Todas, situações que, certamente, levarão a algum prejuízo.

As novas bibliotecas precisarão ter um responsável técnico para serem publicadas? Se não tiverem serão úteis? Poderão ser um "tiro no pé" do usuário? Como usá-las de maneira confiável? Até que ponto? As empresas que estão publicando suas bibliotecas estão se preocupando com isto? Os projetistas e construtoras já se deram conta? Estes são mais alguns desafios para esta nova área que surge do direito associado com a engenharia. 

Marcus Granadeiro, presidente da Construtivo.com

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