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GIS + BIM: A integração da Ciência do Onde com a Ciência da Informação da Construção

Postado em: 13/04/2019, às 16:15 por Tiago Ricotta

Em novembro de 2017, durante a maior conferência para usuários da Autodesk, em Las Vegas, Andrew Adagnost, CEO da companhia, abre um capítulo à parte em sua apresentação, dizendo que nos últimos meses a empresa (líder global em soluções BIM – Building Information Modeling – Modelagem de Informação da Construção em português) estava "colaborando para integrar os mundos GIS e BIM", e convida ao palco, para assinar um acordo de colaboração mútua, Jack Dangermond, Presidente da Esri (líder global em soluções GIS – Geographic Information Science ou Sistema e Informações Geográficas em português).

Com os discursos afinados, os líderes destes dois gigantes da indústria de softwares para Arquitetura, Engenharia e Construção (indústria AEC) ressaltaram os benefícios dessa parceria. "A parceria com a Esri pretende combinar o poder do mapeamento GIS com o BIM, o que permitirá aos nossos clientes compartilhados construir qualquer coisa, em qualquer lugar", disse Andrew Adagnost. "Os benefícios da parceria com a Autodesk incluirão a garantia de recursos sustentáveis para a crescente população, uma pegada humana responsável em nosso ambiente natural, melhor uso dos recursos do nosso planeta e cidades melhor planejadas", completa Jack Dandermond.

Desde então, houve grande evolução acerca deste assunto e a discussão segue com uma dúvida central entre os clientes de ambas as empresas: como os clientes poderiam se beneficiar desta integração? Se os clientes já possuem o desafio de utilizar o conjunto de tecnologias, políticas e processos que é o BIM em seus empreendimentos, como evoluir para utilizar com o mundo da espacialização dos dados no Sistema de Informações Geográficas que é o GIS?

Quase um ano depois do anúncio, em outubro de 2018, as maiores representantes da Autodesk e Esri no Brasil, os times da Brasoftware e da Imagem, respectivamente, entendendo que há muito potencial nesta integração do GIS com o BIM, iniciam uma aproximação que visa desenvolver a sinergia necessária para trazer, em termos práticos, o melhor entendimento possível desta parceria tecnológica ao mercado, criando assim um framework de aplicação GIS + BIM, com muito valor agregado e que visa identificar e esclarecer quais os papéis de cada tecnologia nos negócios de cada cliente.

No mundo atual, mais do que ter a informação, é importante saber quais análises podemos realizar com elas. E é neste momento que o GIS começa a girar as engrenagens de integração com o BIM.

No mundo GIS, conseguimos espacializar os dados, ou seja, trazer para a fase inicial de viabilidade técnica e econômica todas as restrições verticais e horizontais, em conjunto com as regras de negócios que possam impactar o desenvolvimento do empreendimento. Ao espacializar os dados demográficos, socioeconômicos, vegetações, proteção permanente, planos diretores, legislações, regulamentações, topografia e outros fatores, é possível analisar os melhores caminhos para obras lineares ao menor custo possível. É possível decidir com melhor embasamento, qual terreno em uma cidade como São Paulo deve ser incorporado e que tipo de condomínio pode ser construído na região.

Já no mundo BIM, ao realizar uma tomada de decisão baseada em mais camadas de informações com análises multicritérios com apoio do GIS, conseguimos ter os benefícios de construir um empreendimento virtualmente antes de sua execução no qual, dependendo dos usos estipulados em um bom plano de execução, será possível obter uma melhor colaboração, compatibilização, planejamento e orçamento da obra ainda na fase de projeto.

O interessante da engrenagem de integração GIS+BIM é que ao final do ciclo de vida de um projeto e obra, é possível também espacializar estes dados no mundo GIS e com uma série de aplicativos e análises pós-construção, é possível operar estes ativos através de melhores rotas de navegação e controle da equipe para manutenção, formulários de pesquisa e coleta de dados no campo, com mudanças de status de funcionamento dos ativos e visualização dos modelos BIM na plataforma GIS.

A partir deste momento, pode haver a retroalimentação dos dados de operação para o mundo BIM quando houver novos projetos.

Com o advento do lançamento da estratégia nacional BIM, identificada como BIMBR, que a partir de 2021 obriga as empresas a utilizarem o BIM para os projetos do Ministério da Defesa, por meio do Exército Brasileiro, e o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, por intermédio das atividades coordenadas e executadas pela Secretaria Nacional de Aviação Civil e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, existe um enorme potencial na utilização deste framework de integração GIS+BIM.

A oficialização da nova BIM ISO 19650 – ainda sem uma tradução oficial brasileira, mas realizando uma tradução literal, teria o nome como Organização e digitalização de informações de ambientes construídos e obras de engenharia civil, incluindo modelagem da informação da construção (BIM); Gerenciamento de informações usando modelagem da informação da construção – também evolui este conceito para uma integração do GIS+BIM com conceitos de segurança da informação (27002), gestão de ativos (55000), gerenciamento de projetos (21500) e qualidade (9001).

Em todo este framework, as tecnologias de players como a Microsoft podem apoiar e muito o mundo da indústria AEC. Trazer o poder da infraestrutura da nuvem do Microsoft Azure com sua poderosa tecnologia de serviços cognitivos, data analytics, Internet das Coisas e Machine Learning podem potencializar ainda mais esta integração entre GIS e o BIM.

A Brasoftware e a Imagem, assim como a Autodesk e a Esri, estão colaborando e evoluindo muito o entendimento destas plataformas. Hoje, a integração GIS+BIM não é mais um ponto de interrogação para os clientes destas duas empresas 100% nacionais, já é um grande ponto de exclamação. O mercado AEC agradece.

Tiago Ricotta, líder de Desenvolvimento de Negócios da Brasoftware.

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