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Inovação em pagamentos, a vez de América Latina e do Caribe

Postado em: 08/02/2018, às 16:51 por Ruben Salazar Genovez

A adoção de pagamentos móveis e digitais avançará significativamente nos próximos anos à medida que sua penetração for atingindo mais localidades e consumidores.

Nos países da América Latina, a penetração de smartphones tem sido bem menor do que em outras regiões, mas isso está mudando rapidamente.

Em todas as regiões do mundo, cada país opera em um ecossistema único e em constante evolução, e a região América Latina e Caribe (LAC) não é exceção. O uso de dinheiro em espécie predomina em países que têm uma forte economia informal, motivo pelo qual só uma pequena parcela das compras dos consumidores – apenas 27% das transações – é paga com cartões de crédito e débito. Além disso, uma grande parcela da população (quase 70%) não tem um relacionamento bancário. *

Ainda não vimos surgir um sistema de pagamento digital alternativo – como Alipay, PaytM ou M-Pesa, em operação na China, Índia e Quênia, respectivamente – que fuja do modelo tradicional da indústria de pagamentos.

Aumenta a adoção de pagamentos móveis.

Em 2016, 50% das vendas móveis foram feitas com smartphones e o comércio eletrônico cresceu a um ritmo mais acelerado do que o das transações presenciais. * É bem provável que a adoção de pagamentos móveis e digitais cresça nos próximos anos, à medida que sua penetração for atingindo mais localidades e consumidores, especialmente os millennials.

Em uma região caracterizada por essa dinâmica, o maior desafio para a inovação é aumentar a aceitação nas áreas urbanas e rurais, onde pequenos comércios locais ainda dominam. Os ecossistemas de pagamento ainda são bastante dependentes de pequenos comércios que utilizam uma infraestrutura com fio; os pequenos comércios familiares ou que operam em locais remotos dependem de terminais com fio para garantir a conectividade. Esse modelo não é economicamente sustentável quando se trata de alcançar negócios de menor porte.

Mas a tecnologia está disponível: o ponto de venda móvel ou mPOS, o QR code, e outros tipos de infraestruturas de aceitação que dispensam o uso de terminal são opções atraentes. Praticamente qualquer telefone pode ser convertido em um ponto de venda, o que cria, em toda a região, uma grande oportunidade de atender nichos que ainda não têm plano acesso aos serviços financeiros. O valor agregado de credenciar um novo estabelecimento comercial na América Latina e no Caribe é muitas vezes maior do que o de conquistar um novo portador de cartão.

A LAC é uma região heterogênea, onde coexistem diferentes modelos operacionais, resultantes de diferentes normas regulatórias, estruturas de propriedade e capacidades de processamento. Não existe uma solução única que funcione para todos e, quando se trata de ganhar escala em plataformas inovadoras, ter flexibilidade é fundamental para a adaptação às realidades do mercado.

Um setor de fintech ainda pequeno, mas em processo de crescimento.

Está surgindo um setor de fintech forte, mas carente de investimentos. Várias publicações indicam que o investimento está abaixo dos US$ 600 milhões, quando os investimentos globais superam os US$ 24 bilhões (Fintech Scan of CB Insights Inc., até junho de 2017). De muitas maneiras, a América Latina ainda tem muito potencial, se levarmos em conta sua dimensão e potencial. Mercados como a Ásia já contam com grandes fintechs, que criaram um ambiente sério e competitivo.

Nos países da América Latina e do Caribe, a Visa está começando a interagir ativamente com as empresas do setor de fintech, conectando-se com startups promissoras, garantindo parcerias com empresas estabelecidas e participando da comunidade por meio de programas de mentoria e patrocínios. Nosso principal interesse é conectar as ideias vindas do setor de fintech com a execução dos bancos. Também queremos ser um ponto de referência entre as agências reguladoras, os bancos e o emergente setor de fintechs.

No Centro de Inovação da Visa em Miami e no Estúdio de Cocriação da empresa em São Paulo, trabalhamos para oferecer um espaço criativo e uma metodologia para as empresas que buscam abrir novas vias de comércio e novas experiências para os consumidores. Nossa participação vai desde definir problemas críticos até oferecer aos parceiros protótipos que podem ajudá-los na construção da próxima geração de pagamentos.

Com a Aeroméxico,combinamos inteligência artificial com o comércio conversacional no Facebook Messenger para ajudar os viajantes a reservarem sua próxima viagem. Os viajantes podem conversar com a Aeroméxico usando o aplicativo Messenger e pesquisar os horários e preços dos voos. Também podem começar o processo de reserva e comprar a passagem diretamente do aplicativo – para uso pessoal ou de terceiros – enquanto interagem com seus amigos e conhecidos.

Para uma região como a LAC, a participação na economia digital definirá outros índices de desenvolvimento humano e provavelmente terá um impacto positivo na participação de mais e mais pessoas na economia formal, aliviando a pobreza, expandindo o acesso aos serviços bancários e permitindo que o comércio atinja micro e pequenas empresas. Nossos Centros de Inovação se transformam em catalisadores de novas ideias que ajudam os emissores, os comércios, as empresas do setor de fintech e os governos a moldar o futuro do comércio e dos pagamentos.

Ruben Salazar Genovez, vice-presidente sênior de produtos e soluções da Visa para a América Latina e o Caribe.

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