Metade dos CEOS do setor de energia está preocupada com a iminência dos ataques cibernéticos, aponta KPMG

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Por estarem em um setor em transição para um modelo digital e com grande volume de dados, a segurança cibernética está sendo examinada de forma minuciosa pelos executivos do setor de energia e serviços públicos. Quarenta e oito por cento dos CEOs de empresas de energia entrevistados pela KPMG demonstraram-se preocupados com a iminência de um ataque cibernético, ao constatar que tornar-se vítima deixou de ser uma possibilidade e passou a ser uma questão de tempo, e nem todos os dirigentes estão bem preparados para lidar com esse evento, de acordo com o levantamento "Global CEO Outlook", feito pela KPMG.

Segundo a pesquisa, a maioria CEOs considera que as empresas que presidem estão aptas à identificar novas ameaças cibernéticas, e, no caso de um ataque, terão a capacidade de mitigar o impacto do ataque sobre as operações estratégicas e procederão adequadamente junto stakeholders externos.

O estudo apontou ainda que, à medida que os dirigentes entendem e gerenciam essas questões cibernéticas, eles começam a ver a importância de promover novas competências para a força de trabalho para que essa seja capaz de prestar suporte ao crescimento futuro das organizações. Dos entrevistados, 59% identificaram os especialistas em segurança cibernética como a nova função mais importante, seguidos dos cientistas de dados (57%) e dos gerentes de transformação digital (54%).

No levantamento, os presidentes das empresas de energia demostraram que entendem a importância de proteger os dados do cliente, mas também enfatizam a necessidade de atender melhor às expectativas deles. Aproximadamente 65% de todos os CEOs que participaram da pesquisa disseram que proteger os dados do cliente é fundamental para viabilizar o crescimento da base de clientes futura.

De acordo com o estudo, mais de 30% deles afirmaram que acreditam que o desempenho das organizações em atender às expectativas do cliente está abaixo do nível esperado e 78% sentem que atendem às expectativas mínimas do cliente ou estão abaixo do nível esperado.

Embora a disrupção e a inovação tecnológicas sejam necessárias no ambiente atual, as tecnologias emergentes são a principal ameaça ao crescimento organizacional, seguidas de mudanças climáticas e riscos de segurança cibernética, de acordo com o levantamento.

Cerca de 30% dos entrevistados veem a tecnologia como uma oportunidade, e não como uma ameaça, no entanto, quase o mesmo número de executivos declarou que a empresa está enfrentando dificuldades para acompanhar o ritmo da inovação tecnológica no setor.

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