TIM vai migrar operações de TI para nuvem para ter mais flexibilidade na oferta de serviços

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A TIM promoveu nesta segunda-feira, 1, o evento TIM Brasil Day, voltado para investidores financeiros, onde revelou planos e metas para um horizonte até o ano de 2023, quando pretende ser considera a operadora e móvel preferida dos usuários.

Pietro Labriola, presidente da empresa, disse que para chegar a esse objetivo pretende incrementar o nível de automação e operação para atender um universo adicional de 22 milhões clientes em 2021, 14 milhões deles vindos da compra da operação da Oi a ser concretizada no ano que vem, com cobertura de rede 4 G em todos os municípios brasileiros em 2022.

Parar atender esse volume, a TIM vai migrar 100% das suas operações de TI para provedores de nuvem, uma vez que o executivo considera que "eles têm mais capacidade de evoluir do que a nossa".  Como essa iniciativa, a TIM pretende ter uma redução de despesas de 25% até 2023, valor que poderá ser investido no negócio. Nos próximos dias ela vai divulgar os dois provedores contratados, apesar de adiantar o uso de big data do Google, que pode ser um dos escolhidos.

Com arquitetura em nuvem, a TIM quer agilizar e facilitar a forma de como oferecer e parametrizar os pacotes de serviço, que hoje são codificados. Como a flexibilidade da nuvem, as ofertas poderão ser configuradas com uso de microsserviços e catálogo.

"Com uso do Big Data no Google, poderá ser codificado o mix de produto para configurar como se fosse um lego, entregar um negócio com habilidade de fazer um atendimento one to one com o cliente, trazendo como consequência a melhor oferta no momento certo da jornada do cliente", explicou.

Labriola diz ainda que a nuvem traz mais flexibilidade para incrementar uma base de dados rapidamente, sem ter de esperar a comprar de um servidor, e adicionalmente são disponibilizadas ferramentas para configurar um negócio junto com um parceiro rapidamente.

Unicórnios

A TIM anunciou também que está modelando uma nova proposta de negócios para apoiar startups que têm potencial de crescimento rápido e sinergia para acelerar a geração de valor. Os segmentos prioritários que ela pretende atingir envolvem serviços financeiros, educação e entretenimento, para a as quais as bases de clientes da operadora seja um fator para alavancar o crescimento rápido para se tornar um "unicórnio".

Para apoiar a startup e TIM almeja que ela represente 25% a 50% das vendas e participação acionária entre de 10% a 30% das empresas.

A TIM já tem uma experiência em serviços financeiros com C6Bank e com a Stone. Nesse segmento, dos 50 milhões de clientes da operadora 45% já tem crédito pré-aprovado.

O diretor de Estratégia e Transformação da TIM Brasil, Renato Ciuchini, explica que os setores escolhidos tem grande potencial de crescimento. Ensino a distância tem potencial 48 milhões de pessoas para fazer e cursos superior. Na saúde, 47 milhões de pessoas tem planos de saúde, 10 anos atrás eram 51 milhões; existem 150 milhões no SUS, que querem uma alternativa apoiada por tecnologia, como Big Data, IA, para encontrarem um plano de saúde de baixo custo. Na área de Entretenimento, as grandes mudanças com as ofertas das OTT trazem oportunidades no mercado de TV por assinatura e da OTT tradicionais.

5G

Falando sobre as perspectivas do leilão do 5G, Labriola disse que tem uma expectativa que ele não seja arrecadatório, mas privilegie os investimentos que as operadoras terão que fazer para ter cobertura e prestar bons serviços.

Para ele, "com as diferentes frequências licitadas, é necessário que haja uma distribuição assimétrica, pois o nível de competição ficaria muito menor, se ficar uma operadora sem 5G, vai diminuir competição".

A TIM pretende participar da licitação das faixas de 3,5 GHz e 26 GHz. Da faixa de 2m3 GHz não tem interesse e da faixa de 700 MHz está impedida de acordo com as regulamentações da Anatel para essa faixa.

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