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Setor de infraestrutura e hospedagem na internet deve fechar ano com receita superior a R$ 1,2 bi

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O setor de infraestrutura e hospedagem na internet deve fechou o ano com receita superior a R$ 1,2 bilhão, cifra que, se confirmada, representará um crescimento da ordem de 7,5% na comparação com o ano anterior, de acordo com projeção da Abrahosting (Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura e Hospedagem na Internet). Levantamento da entidade aponta ainda que o setor deve encerrar o primeiro semestre com cerca de 700 empresas e aproximadamente 4 milhões de sites hospedados.

De acordo com Vicente Neto, presidente da Abrahosting, o movimento positivo decorre de variáveis como a progressiva digitalização dos negócios (com adesão em massa dos pequenos estabelecimentos) e o avanço da virtualização (serviços na nuvem), que posiciona a terceirização da informática como um fator de redução de custos para o conjunto das empresas.

Segundo o executivo, o aprofundamento da crise econômica no Brasil, a partir de 2013, vem funcionando como um contrapeso para a ascensão dos negócios, mas não anula o crescimento da competitividade das empresas de hospedagem e serviços de infraestrutura. “Pelo contrário, afirma ele, a popularização dos serviços em nuvem está direcionando para o setor de serviços hospedados uma parte importante das verbas que as pequenas e medias empresas (PMEs) antes despendiam em hardware e serviços de suporte local de TI, tornando o serviço de hosting um investimento obrigatório.”

Além de ofertar a tradicional hospedagem de sites e serviços de aplicações de escritório, tais como e-mail, organização de arquivos, aplicativos de mesa e serviços de segurança, a indústria de hosting no Brasil está diversificando suas receitas com a venda cada vez mais intensa de valor agregado para médias e grandes empresas. Entre essas novas ofertas destacam-se a terceirização de aplicações de gestão (ERP) e de infraestrutura virtual para a execução de aplicativos.

“Está havendo um movimento de especialização em vários aspectos. Há, por exemplo, aquele provedor que foca em vender estrutura de sites e e-commerce para as PMEs, enquanto outros se posicionam como outsourcing de data center para operações de missão crítica”, comenta Neto. Na avaliação do executivo, ao longo deste ano, o setor irá investir cerca de R$ 90 milhões no Brasil em ativos de infraestrutura de aplicação, governança de TI e storage. Este montante o ajudará a acompanhar o crescimento vegetativo e, principalmente, a suportar o avanço da demanda das novas modalidades de entrega de valor em tecnologia da informação, tais como software como serviço (SaaS), infraestrutura como serviço (IaaS) e plataforma como serviço (PaaS).

Ao longo deste ano, a Abrahosting está discutindo com os seus associados alguns fatores para a regulação do setor com grande impacto sobre os negócios. Entre eles está a responsabilidade jurídica pelo armazenamento de dados de terceiros, e de conflitos de copyright relacionados ao conteúdo hospedado. “As empresas de hospedagem também querem debater com o governo uma política de tributação menos predadora que a atual; e apoiamos a indústria de software em sua resistência à cobrança de ICMS sobre aplicativos, um novo tipo de tributo que onera toda a cadeia de produção”, conclui Neto.

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