Menos de 50% das organizações se dizem "muito satisfeitas" com resultados da nuvem, conclui estudo

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Uma em cada quatro organizações enfrenta dificuldades inesperadas em seus processos de migração para a nuvem
Novo levantamento da Accenture mostra que, apesar de anos de dedicação, muitas empresas ainda têm dificuldades para acessar todo o valor de seus investimentos na nuvem.

O estudo "Sky High Hopes: Navigating the Barriers to Maximize Cloud Value" colheu informações de 750 profissionais de negócios e de TI que ocupam cargos de liderança em grandes empresas espalhadas por 11 indústrias e 17 países. O levantamento mostra que apenas 37% das empresas estão de fato alcançando o valor total esperado de seus investimentos na nuvem – um aumento de meros 2% em relação ao estudo original, feito pela Accenture em 2018.

Ainda que a realização de valor tenha chegado a níveis inéditos, apenas 45% dos líderes de negócios e de TI afirmam estar "muito satisfeitos" com seus resultados na nuvem, número apenas 1% acima do de 2018. Além disso, somente 29% acreditam firmemente que as iniciativas de migração para a nuvem de suas empresas irão entregar o valor esperado no tempo previsto.

Embora a maioria das empresas não tenha alcançado completamente os resultados esperados com a nuvem, de acordo com o estudo, a América Latina reportou a maior média em termos de velocidade, resiliência e continuidade. A região também lidera com mais da metade dos entrevistados reportando que 75% do fluxo de trabalho está na nuvem e o maior percentual geral de adoção de nuvem (60,5%).

Ainda entre os países latino-americanos, 97% dos executivos avaliam a nuvem como um componente crítico para alcançar suas metas sustentáveis em grau moderado/alto; 71% deles consideram como ótimo nível e apenas 3% como baixo.

Em âmbito global, o material da Accenture destaca que as empresas que investiram mais pesado em suas migrações para a nuvem tiveram resultados significativamente melhores. Ao todo, 46% desse tipo de empresa afirma ter alcançado os benefícios esperados, contra 36% das que fizeram investimentos moderados e 28% das que fizeram baixos investimentos em seus processos de migração para a nuvem.

As empresas já reconhecem que precisam das tecnologias da nuvem para ajudar na mitigação dos grandes desafios que elas estão enfrentando. De acordo com o estudo, 80% dos executivos de negócios já enxergam a nuvem como opção para lidar com as incertezas do negócio e para a redução de riscos. Além disso, 87% consideram a nuvem um fator crítico de suas estratégias para alcançar os objetivos de sustentabilidade corporativa.

"Em termos de retorno das iniciativas de nuvem corporativa, nosso estudo revela um aumento surpreendentemente baixo. Isso reforça a necessidade de uma abordagem mais consciente e holística para que as empresas possam acessar todo o valor proporcionado pela nuvem", afirma Paulo Ossamu, líder da Accenture Technology América Latina. "Atualmente, as empresas enfrentam desafios ainda maiores, tendo que competir em um cenário dominado pelo COVID-19. A pressão para que implementem uma estratégia focada na nuvem em que cada elemento do negócio amplie o poder dessa nova solução em um curto espaço de tempo ficou ainda maior. Para muitos negócios, a nuvem é a melhor opção para alcançar seus objetivos de negócios em tempos incertos."

O levantamento também analisa os fatores que podem estar atrapalhando as empresas na hora de impulsionar seus planos e objetivos relacionados à nuvem. Entre os principais obstáculos percebidos, 54% dos CEOs apontaram a "falta de habilidades" como sendo a principal. Em seguida, vieram "riscos de segurança e de compliance" (46%), seguidos por "infraestrutura legada e dispersão da aplicação" e "falta de alinhamento entre TI e o negócio" (ambos com 40%).

Os dados também mostram que os CEOs têm impressões e preocupações em relação aos resultados da nuvem muito diferentes do que os líderes C-suite e demais executivos das empresas: 54% dos CEOs confiam totalmente na capacidade de suas empresas entregarem iniciativas na nuvem com o valor esperado e dentro do prazo estimado. Entre os CIOs, esse número cai para 34% e, no caso dos CFOs, para 28% dos entrevistados.

"Os resultados do estudo apontam as complexidades envolvidas na execução bem sucedida dos processos de migração para a nuvem e a geração do valor de negócios esperado. A boa notícia é que as empresas podem sim alcançar os resultados e o retorno sobre investimento que elas tanto desejam. Para isso, precisam de uma abordagem rigorosa e centrada em resultados na hora de construir uma estratégia sob medida para a nuvem, além de firmar parcerias com os especialistas certos e lidar com os desafios que vão além da tecnologia em si, como a gestão da mudança na força de trabalho", completa Ossamu.

Para extrair o valor total de negócios das tecnologias na nuvem, a Accenture recomenda que as empresas adotem novas formas de trabalho, focadas na migração para novos modelos de operação e no desenvolvimento de novos cargos e habilidades. As empresas precisam ficar atentas a estas quatro áreas principais:

• Foco no valor de negócios: desenvolver uma estratégia otimizada para a nuvem ancorada em dados financeiros robustos a fim de identificar oportunidades de lucros e economia de custos, além de alinhar os objetivos e manter os líderes da empresa informados.

• Gestão da força de trabalho e mudança de cultura: implantar programas para a identificação de talentos e novos modelos operacionais para acelerar a evolução da cultura organizacional, transformando o modo como as pessoas trabalham e o tipo de trabalho que elas precisam fazer para atender as novas necessidades do negócio.

• Dados e IA: usar o poder dos modelos de dados na nuvem para liberar todos os insights e a inteligência específicos de cada setor e de cada função que ainda estão presos nos sistemas legados.

• Parcerias de sucesso: usar as habilidades e a experiência dos parceiros certos a fim de aumentar suas próprias capacidades. A opção de serviços geridos na nuvem é indicada para empresas que buscam as habilidades certas sem deixar a eficiência de custos de lado.

 

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