Brasileiros são proativos em social business, diz líder de inovação da Unisys

0
3

O Brasil está extremamente bem posicionado para capturar os benefícios do paradigma social empresarial. A opinião é de Nick Evans, vice-presidente e gerente geral da Unisys. Ele lidera a estratégia de inovação da empresa de tecnologia da informação.

O especialista participa nessa quarta-feira, 3 de março, do Web Expo Forum. Evans dará a palestra "Social Computing: chave para aumentar o valor e a organização de sua empresa". Em sua abordagem, deverá focar, entre outros aspectos, o caso de sucesso do "MySite", a rede profissional da Unisys.

Com mais de 20 anos de experiência na indústria, Nick possui mestrado pela Universidade de Southampton, da Inglaterra, e escreveu diversos livros e artigos sobre tecnologias emergentes e estratégias de TI.

Antes de desembarcar no país, o especialista compartilhou com a Web Inside sua visão sobre as mudanças paradigmáticas que ocorrem no ambiente empresarial, promovidas pela convergência de conceitos como cloud, mobile, big data e social.

Evans aproveitou para mencionar o que chama de "natureza proativa" dos brasileiros e suas empresas quando se trata de social business.

Confira, abaixo, como Evans e a Unisys avaliam as empresas brasileiras quanto à adoção do conceito de social cloud. (Mais informações do especialista sobre o tema podem ser lidas na revista TI Inside).

Web Inside – De que forma mídias sociais, mobilidade, nuvem e big data impulsionam a inovação nos negócios?

As combinações dessas tendências oferecem enormes oportunidades para a inovação. Por exemplo, a análise social, combinação de mídias sociais com análise de grandes volumes de dados (big data), pode proporcionar reflexões sobre as necessidades dos clientes, ajudando a moldar futuros produtos e serviços. Em 2013, esperamos que as análises de dados se ampliem ainda mais, por meio das fontes de dados das empresas, informações operacionais e gerenciamento de serviços. Finalmente, as estratégias centradas no local de trabalho, as quais incorporam capacidades móveis e sociais dentro de experiência de usuário contínua, podem aumentar a produtividade do funcionário de modo que a força de trabalho se torne mais distribuída e virtualizada.

WI – As empresas brasileiras são proativas ou reativas na adoção desses conceitos?

Muitas dessas tecnologias tiveram início no universo do consumidor, e agora estão sendo adotadas nas empresas devido à facilidade de uso e ao valor para o negócio. Um recente artigo do Wall Street Journal comentou que o Brasil é o segundo maior mercado para o Facebook, depois dos Estados Unidos, em número de usuários. Os latino-americanos têm adotado rapidamente tecnologias de computação social, uma vez que faz parte da sua cultura ser altamente social, colaborar e compartilhar informações com a família, amigos e colegas de trabalho. Por isso, digo que o Brasil está extremamente bem posicionado para capturar os benefícios do paradigma social empresarial.

WI – Quais estatísticas a Unisys dispõe sobre o país nessa área?

Em nosso estudo de 2012 sobre consumerização de TI, em conjunto com a Forrester, descobrimos que a "elite móvel" (grupo de profissionais que são usuários intensivos de múltiplas tecnologias de uso pessoal para o trabalho, como smartphones, tablets, computadores pessoais, softwares, aplicações e websites) representou 33% da população de trabalhadores da área de informação no Brasil, em comparação com cerca de um quarto (23%) da força de trabalho global. Além disso, verificou-se que 55% dos trabalhadores brasileiros estavam contribuindo com as mídias sociais e interagindo com os clientes e parceiros para fins profissionais, em comparação com apenas 40% globalmente. Estes são apenas alguns dos muitos aspectos interessantes descobertos na pesquisa da Unisys que mostram a natureza proativa dos brasileiros e suas empresas quando se trata de social business.

Deixe seu comentário