O WAN Inteligente na era do Bring Your Own Device

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A tendência do BYOD (do inglês, Bring Your Own Device), ganha força no cenário corporativo. Não é raro ver em grandes corporações os colaboradores terem a liberdade de levar os seus próprios aparelhos para o trabalho e os utilizar de maneira personalizada, sem a necessidade de usar a máquina custeada pela companhia. No entanto, o Brasil é carente de uma infraestrutura adequada para suportar esse movimento e a saída está na mobilidade – em especial na cobertura Wi-Fi.

O cenário atual aponta que as empresas deixam de lado um investimento significativo em hardwares e periféricos para usuários finais, como notebooks e tablets, mas, em contrapartida, preocupam-se com escalabilidade e segurança investindo, cada vez mais, em roteadores Wi-Fi (Access Points) para comportar essa nova demanda. A segurança perimetral também passa a ser uma preocupação maior das companhias, pois aumenta a vulnerabilidade de ataques de vírus na rede com esses novos acessos em equipamentos não padronizados pela empresa.

Sabe-se que um investimento a um link dedicado costuma ser bem mais caro do que um simples link de acesso à Internet para usuários finais. Por conta dessa demanda crescente de mais dispositivos acessando a Internet, empresas se movimentam para desenvolver roteadores potentes. A Cisco, por exemplo, já se anteviu e criou o ISR-AX juntamente com o que ela chamada de WAN (Wide Área Network) Inteligente. Assim, ao invés das empresas terem que ampliar a velocidade da sua contratação de seus links, é possível adquirir um link de maior velocidade à Internet, não sendo esse link mais dedicado e com a tecnologia embarcada por detrás do termo iWAN.

A partir daí, pode-se criar túneis DMVPN (Dynamic Multipoint VPN) de forma automática e com criptografia aos dados que trafegam dentro desse túnel. Dessa forma, as filiais da empresa, por exemplo, podem usufruir de um acesso à Internet mais rápida e também continuar se comunicando com suas outras filiais e matriz através desses túneis, sem comprometer a capacidade, produtividade ou até mesmo a segurança do usuário final.

Com o iWAN, a organização pode ter acesso à compressão de dados e, com o protocolo PfR  (do inglês, Performance Routing), também é possível monitorar a qualidade do link, além solucionar rapidamente problemas de desempenho das aplicações por meio da otimização do tráfego WAN em situações na qual haja a contratação de mais de um link à Internet.

Portanto, o ambiente de TI da empresa precisa estar com a rede em ordem para acompanhar os desdobramentos do BYOD, visto que especialistas apontam que próximo passo dessa tendência é permitir que os colaboradores desempenhem suas funções corporativas de casa, sem precisar se deslocar para o escritório.

E os investimentos não param por aí. Uma vez que esses novos dispositivos precisarão atualizar o seu sistema operacional ou, simplesmente, atualizar os seus APPs (applications), a taxa de utilização do link de internet nesta empresa passa a ser cada vez maior.

Anderson Mota Alves,  gerente de engenharia da Sonda IT.

3 COMENTÁRIOS

  1. Anderson, a tendência da descentralização do trabalho, também permite, através da qualidade da rede iWan e Wlan, estender o número do seu telefone, para que, através de um único número de telefone, voce possa atender com segurança, através de qualquer acesso público de WiFi.

  2. Olá José Prado,

    Bem lembrado, isso é um ganho considerável e uma sinergia muito grande onde os profissionais remotos conseguem além de estender o número reduzir os custos com chamados internacionais saindo pela Central de telefonia IP da empresa centralizada.

  3. Anderson,
    Implantando o Skype for Business e integrando com o PABX, conseguimos excelente produtividade, através de comunicações unificadas (SMS, CHAT, VIDEO,etc..) e redução de custos com a telefonia.
    José Prado

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