Big data ajuda a estreitar relacionamento entre marcas e consumidores

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A adoção de tecnologias de big data — que permitem analisar enormes volumes de informações que precisam ser tratadas, por envolverem dados não estruturados provenientes das mais diversas fontes —, além de essencial aos departamentos de TI das empresas, é fundamental também para áreas de marketing e relacionamento. Com a análise e gerenciamento da grande massa de informações geradas na web, principalmente por meio das redes sociais, marcas podem estreitar e evoluir no relacionamento com os consumidores, gerando maior produtividade e tomando melhores decisões de negócios.

Este movimento, segundo Marcello Póvoa, sócio e diretor executivo da MPP Interativa, está diretamente ligado à evolução do consumidor que, em dez anos, passou de analógico para digital. "Criar um diálogo entre marca e consumidor por meio da análise de dados promove melhorias no serviço prestado ao cliente, o que resulta em lealdade à marca", afirmou durante painel realizado nesta quarta-feira, 3, no Web Expo Forum, em São Paulo, evento promovido pelas revistas TI INSIDE e Teletime.

De acordo com Braulio Medina, cofundador da Vortio e diretor de desenvolvimento de negócios da uberVU, por meio das redes sociais, por exemplo, a empresa adquire insights, em tempo hábil, para identificar problemas e encontrar soluções benéficas aos negócios. "Com os insights é possível analisar o comportamento do consumidor, calcular e comparar marcas concorrentes, além de minimizar o risco reputacional", declarou.

Mais do que usar a tecnologia, com a implementação de uma plataforma de big data, é necessário contar com a experiência e habilidade de um profissional para analisar o grande volume de dados produzidos. "Dessa forma, um operador auxilia uma série de algoritmos a interpretar a informação gerada", comentou Póvoa. Compartilhando a mesma opinião, Guilherme Toussaint, responsável pela estratégia e desenvolvimento de mercado em digital marketing da Adobe, vai além e reforça que as empresas devem treinar a equipe de profissionais, visto que no país falta a qualificação destes para gerenciar grandes volumes de dados. "A vantagem é que o Brasil se adapta rapidamente ao que é tendência em outros países", completou o executivo.

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