Valor global do setor de games já ultrapassa US$ 300 bi, aponta novo estudo

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A Accenture estima que o valor total do setor de games já ultrapassa os US$ 300 bilhões – valor que supera soma dos mercados de filmes e música. A consultoria enxerga o aumento significativo no jogo móvel e a busca por novos tipos de interação social durante a pandemia de Covid-19 como os principais fatores por trás do crescimento.

O novo estudo "Gaming: the new superplatform" analisou dados de 4 mil gamers espalhados por quatro dos principais mercados para jogos eletrônicos – China, EUA, Japão e Reino Unido – a fim de compreender as necessidades desse público e os principais motivadores desse crescimento significativo do setor.

O levantamento constatou que o mercado gamer já representa US$ 200 bilhões em gastos diretos e é responsável por receitas indiretas de mais de US$ 100 bilhões.

O mercado gamer ganhou meio bilhão de novos jogadores ao longo dos últimos três anos, chegando a 2,7 bilhões de pessoas no mundo todo. O estudo prevê a chegada de mais de 400 milhões de novos gamers até o final de 2023. O perfil dos jogadores também vem mudando: 60% são mulheres, 30% têm menos de 25 anos e um terço se identifica como não-branco. Por outro lado, entre os entrevistados que se autodefinem como gamers antigos, 61% são do sexo masculino com idade acima de 25 anos e 76% se identificam como brancos.

"O surgimento de novas plataformas de games e as mudanças demográficas estão forçando as empresas do setor a se tornarem plataformas orientadas para a experiência e não mais centradas em produto", explica Seth Schuler, diretor de Software & Platforms da Accenture. "É importante que o setor encontre o equilíbrio entre as necessidades de seus novos adeptos, mais preocupados com suas interações online, e os fãs de longa data, que ainda são seus clientes mais lucrativos".

À medida que essa comunidade cresce, o aspecto social é cada vez mais importante para a experiência geral dos jogadores. Entre os entrevistados, 84% afirmam que os videogames são importantes em suas relações com pessoas com interesses semelhantes. Já 75% dos participantes admitem que no momento grande parte de suas interações sociais acontecem em plataformas de jogos.

A pesquisa da Accenture descobriu que as pessoas priorizam se conectar com amigos e conhecer novas pessoas enquanto jogam.

De acordo com o levantamento, os jogadores passam em média 16 horas por semana jogando, oito horas por semana assistindo ou participando de transmissões de jogos e seis horas por semana interagindo em fóruns e comunidades de jogos. Essas interações sociais são um dos principais impulsionadores do crescimento dos jogos online: cerca de três em cada quatro jogadores esperam que os jogos online se tornem uma parte ainda maior de sua experiência de jogo no futuro.

"Além do seu tamanho expressivo, o setor de games teve um grande impacto na forma como enxergamos o entretenimento e a cultura, incluindo franquias de filmes de sucesso, competições em estádios, brinquedos e muito mais", afirma Robin Murdoch, líder global para Software & Platform na Accenture. "Conforme observamos a expansão dessa influência vemos também o surgimento de jogos que funcionam como um ecossistema de superplataformas onde os jogadores podem se encontrar, comunicar, assistir shows ao vivo, fazer compras ou ouvir música".

As descobertas são parte de uma série de três partes que analisa de perto as mudanças no mundo dos jogos eletrônicos, desde o crescimento geral do setor até os desafios e oportunidades futuros. O estudo completo está disponível aqui.

O estudo tem como base o conjunto de dados coletado por meio de uma pesquisa online com 4.000 consumidores que passam ao menos quatro horas semanais jogando videogame. A amostra foi igualmente distribuída entre quatro países: China, EUA, Japão e Reino Unido. Além disso, conduzimos mais de uma dúzia de entrevistas aprofundadas com executivos de empresas de games, incluindo Activision Blizzard, EA, Evertoon, Niantic, Razer, Square Enix, Samsung, Splash Damage e Tencent, entre outras.

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