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‘NSA trabalha para mapear toda internet, de qualquer dispositivo, em qualquer local’

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Dois anos depois das revelações sobre o programa de espionagem do governo dos Estados Unidos, por meio de documentos vazados pelo o ex-analista da Agência de Segurança Nacional (NSA), Edward Snowden, o jornalista e escritor James Bamford, conhecido pelo trabalho investigativo sobre órgãos de inteligência americanos, especialmente a NSA, disse que uma das práticas de espionagem utilizadas pela agência é implantar malware em sistemas e realizar acordos secretos com empresas que desenvolvem criptografia.

A declaração de Bamford foi feita durante debate sobre violação de privacidade na internet, na quinta-feira, 2, no Ciclo de Conferências em comemoração aos 20 anos do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que contou também com a participação de Frank La Rue, advogado e ex-relator especial da ONU para o direito à liberdade de expressão e opinião.

O jornalista contou que ainda em 1975, o senador Frank Church já alertava que a NSA ameaçava a privacidade dos cidadãos, quando a internet nem existia ainda. “Hoje, é a maior agência de inteligência no mundo, com 100 prédios, e orçamento de US$ 10,8 bilhões por ano.”

Bamford compartilhou detalhes sobre os procedimentos usados pela NSA, revelados por Snowden, para coletar informações por meio de satélites e cabos submarinos. “O Brasil foi inovador com a construção do cabo submarino que vai de Fortaleza a Portugal. Essa é uma maneira de evitar a espionagem da NSA, uma ótima ideia que outros países devem adotar”. Segundo ele, a NSA trabalha para mapear toda a internet, de qualquer dispositivo, em qualquer local, a qualquer momento.

Já La Rue destacou que a espionagem tem feito com que muitos líderes políticos busquem regular a internet, o que, na opinião dele, pode ter efeitos nocivos. Ele defendeu que a internet seja produto de um diálogo multissetorial, mantenha-se um instrumento neutro, com a menor restrição possível para garantir a liberdade de expressão.

O advogado também contestou os argumentos usados pelas agências de inteligência de que monitoram apenas comunicações estrangeiras e de que coletam metadados, e não o conteúdo. “Sem privacidade nas comunicações, não é possível existir liberdade de expressão”, afirmou. La Rue elogiou o Brasil, que institucionalizou o diálogo multissetorial com a criação do Comitê Gestor da Internet e elaborou e aprovou a lei do marco civil da internet para garantir direitos na internet. Com informações da CGI.br.

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