Anúncio falso, roubo de dados e invasão de conta são as fraudes mais praticadas no comércio eletrônico no fim do ano

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Um estudo da OLX, uma das maiores plataformas de compra e venda online do país, e do AllowMe, plataforma de proteção de identidades digitais, fez uma análise das principais fraudes aplicadas por meio do comércio eletrônico e o comportamento dos fraudadores no mercado digital nos últimos dois meses do ano.

De acordo com o levantamento, o anúncio falso foi a fraude mais frequente, com metade do total dos casos registrados entre a segunda quinzena de novembro até o final de dezembro. Neste golpe, o fraudador cria anúncios atrativos com o intuito de obter pagamentos antecipados. A vítima paga pelo produto, mas nunca o recebe.

O roubo de dados foi o 2º colocado entre as fraudes mais aplicadas nessa época do ano, correspondendo a 38% das ocorrências no período. Neste caso, o fraudador cria um anúncio falso, em sua maioria relacionado a vagas de emprego. Ele solicita o preenchimento de formulários para coletar dados pessoais, como CPF, número do celular, endereço de e-mail e informações bancárias; para utilizá-los em fraudes futuras, se passando por um consumidor honesto para aplicar golpes no mercado.

Fechando o ranking, na 3ª colocação, está a invasão de conta, com 11% das fraudes registradas. Nesse tipo de ocorrência, o fraudador induz o usuário a compartilhar seus dados com ele, com o objetivo de acessar as contas da vítima e utilizá-las para se beneficiar ou para aplicar golpes em terceiros, entre eles, o do anúncio falso.

Ainda segundo o estudo, o volume de fraudes aplicadas no mercado eletrônico, entre novembro e dezembro de 2020, saltou 84%. De todos os estados do país, São Paulo foi o que registrou mais ocorrências no período, com 43,8%, seguido por Minas Gerais, com 10,5%, e pelo Rio de Janeiro, com 9,5%. Na sequência, aparecem Paraná, com 5,9%, e Santa Catarina, com 4,2%. Entre as categorias com maior incidência de fraude, aluguéis de imóveis de temporada lideraram com 54% dos golpes registrados no período, seguido por videogames, com 40%, e telefones celulares, com 28%.

"A pressa para comprar um produto ou finalizar uma negociação, ainda mais neste período em que promoções breves e estoques limitados exigem agilidade dos consumidores, induz as pessoas ao erro, pois elas deixam de atentar a informações importantes e ficam expostas a ação dos fraudadores. Portanto, redobrar a atenção no momento de acessar um site de compras, buscar produtos e, principalmente, concluir uma transação é fundamental", explica Maristela Calazans, VP de Produto da OLX.

Perfil dos fraudadores

De acordo com dados, durante o mês de dezembro de 2020 houve um incremento de 139% nas transações, em comparação ao mesmo período de 2019, e de 30% no uso de IP de alto risco vinculado a ataques cibernéticos, em relação ao mês anterior — sendo dezembro o mês com maior número de usos, chegando em 11.411, quando a média no ano é de 3.203.

Trata-se de um indício concreto da preferência dos golpistas por datas de maior audiência do varejo. E se há maior tráfego de consumidores pela internet, a probabilidade de sucesso dos fraudadores também aumenta.

O estudo revela ainda que a plataforma conseguiu evitar um prejuízo milionário no período. Durante todo o mês de novembro, o AllowMe evitou que R? 50.428.000,00 fossem parar nas mãos de fraudadores.

Dicas para compras seguras

No período das festas de fim de ano, os golpistas se aproveitam principalmente da ansiedade dos usuários ávidos por promoções e não prestam a atenção necessária em detalhes que fazem a diferença na segurança durante as negociações.

Confira as principais dicas:
1. Compre com calma, a pressa e falta de atenção beneficiam os fraudadores, já que o usuário tende a estar mais desatento e mais propício a oferecer informações pessoais, clicar em links maliciosos e não prestar a devida atenção a informações importantes.

2. Verifique o endereço dos sites onde está comprando, verifique se é realmente o da empresa que quer comprar e se há o cadeado de segurança;

3. Evite clicar em links de publicidade, prefira checar as ofertas direto no site da loja, os fraudadores podem usar ofertas usando cores e layout similar ao de marcas idôneas, redirecionando o link dos anúncios para sites fraudulentos;

4. Negocie sempre pelos chats das plataformas de compra e venda e evite aplicativos de mensagem. Fraudadores preferem ambientes digitais onde não poderão ser rastreados e não gostam de deixar rastro de suas atuações;

5. Confira sempre o status da compra e venda pelas plataformas das empresas, desconfie de emails e confira sempre o nome que vem depois do @, empresas idôneas não usam e-mails genéricos ou contas de email gratuitas;

6. Fique atento aos e-mails recebidos dos sites. E-mails oficiais da empresa normalmente usam o nome da marca e não informações genéricas ou domínio de emails gratuitos.

7. Empresas também costumam ter o whatsapp verificado, quando aparece um selo de confirmação que aquela conta é idônea. Se não tiver o selo, desconfie.

O estudo analisou dados do mercado digital brasileiro, incluindo sites, apps e contas digitais, entre novembro e dezembro de 2020, em uma base de cerca de 20 milhões de contas abertas em plataformas on-line.

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