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Conquista da paridade de tecnologia será o desafio para educação e trabalho híbridos

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Em função da pandemia, tudo o que era previsto para acontecer no futuro do ambiente de trabalho e da educação foi antecipado em alguns anos. Enquanto se imaginava as aulas remotas apenas como possibilidades, elas se tornaram obrigatórias. Ao mesmo tempo, quando muitos pensavam em executar funções profissionais a partir de suas salas como um sonho futurista, essa passou a ser a realidade da maioria.

O problema é que tudo isso foi feito como medida de emergência. E, desta forma, muitas vezes na base da adaptação forçada. Mesmo assim, a experiência revelou potencialidades de benefícios que não serão desprezadas. Prova disso é que, segundo um estudo recentemente divulgado pelo IDC, 83% dos líderes empresariais planejam fornecer mais oportunidades de trabalhar remotamente do que antes da pandemia. Processo semelhante é observado no setor educacional, no qual escolas, colégios, faculdades e universidades de todo o mundo aceleraram seus processos de transformação digital com a educação à distância e não pretendem abandonar este método de conquistar clientes independentemente das antigas barreiras geográficas.

Mas, passado o período de urgência imposto pela pandemia, os especialistas sabem que não podem mais depender de improvisos se quiserem usufruir de todo o potencial do trabalho e da educação no formato híbrido.  Neste sentido, eles miram seus esforços na direção da chamada ‘paridade de tecnologia’.

O termo ‘paridade de tecnologia’ se refere à condição de que todos os trabalhadores, estudantes, professores etc. tenham acesso seguro aos recursos tecnológicos necessários para realizar suas atividades, independentemente de seu dispositivo ou localização preferencial.

Na prática, significa prover a estrutura suficiente para que tudo funcione para todos os envolvidos o tempo todo. A meu ver, nenhum aluno ou profissional perderá o conteúdo apresentado em uma aula ou reunião porque seu computador não possui esse ou aquele recurso. Nenhum aluno ficará sem acessar um material oferecido pelo professor por ter uma máquina menos potente e, principalmente, será o fim das repetições infinitas de falas por problemas de conexão, entre outros problemas que se mostraram comuns durante a pandemia.

Na busca por este objetivo, ainda segundo o estudo do IDC, durante 2021 os líderes de negócios e de TI norte-americanos farão investimentos importantes em tecnologias voltadas para a colaboração, videoconferência e periféricos. Na Europa, o mercado de equipamentos de videoconferência atingiu US $ 430 milhões em receita durante 2020. A maioria das empresas europeias relatou investimentos em equipamentos de videoconferência, ferramentas de colaboração e periféricos para criar as melhores experiências de sala de reunião.

Por outro lado, os instrutores descobriram que ter as ferramentas certas pode fazer uma grande diferença em ambientes de aprendizagem remotos e híbridos. Soluções que sejam fáceis de usar e permitam que os professores “desliguem” seus laptops têm o poder de criar uma experiência mais natural e dinâmica para todos os envolvidos. Então, é esperado por parte das instituições educacionais um forte investimento em soluções de áudio pessoal como fones de ouvido e viva voz para sistemas baseados em salas. Enquanto isso, câmeras e barras de vídeo com rastreamento de alto-falantes, estão agora emergindo como o ingrediente principais para fazer com que todos se sintam como se estivessem juntos novamente na sala.

Embora as necessidades de ensino remoto de cada instituição sejam únicas, algumas abordagens gerais tendem a se consolidar como dominantes para o aprendizado híbrido.

Algumas aulas exigem vídeo robusto e os professores precisam ser capazes de se mover naturalmente pela sala para fazer as demonstrações. Ou seja, às vezes configurações de ensino remoto compartilhadas são mais adequadas.

Em seu estudo “Escolas do Futuro, definindo novos modelos de Educação para a 4ª Revolução Industrial”, o Fórum Econômico Mundial elencou oito mudanças essenciais para revolucionar a aprendizagem com vistas ao futuro do mercado de trabalho e da participação social. Entre eles se destacam dois pontos a serem desenvolvidos:

a). Aprendizagem personalizada e individualizada – Se refere à mudança de um sistema de aprendizado padronizado, para um baseado nas diversas necessidades individuais de cada aluno, e flexível o suficiente para permitir que cada aluno progrida em seu próprio ritmo

b). Aprendizagem acessível e inclusiva – Significa estender a atividade educacional para além dos muros da escola.

Para alcançar os dois objetivos e muitos outros será necessário antes buscar a paridade de tecnologia. Ela é a porta de entrada para uma convivência harmoniosa no mundo híbrido do novo normal.

Paulo Sierra, diretor Regional Poly Brasil.

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