Banco do Brasil apresenta nova estratégia de serviços digitais

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Depois de consolidar seu investimento na construção de dois data centers, que garantirão capacidade de processamento até 2015, o Banco do Brasil pretende agora transformar seu legado de software através da transformação dos processos, para serem utilizados como um serviço, que podem, dessa forma, ser reaproveitados na construção da nova plataforma digital do banco. A informação é do vice-presidente de TI do Banco do Brasil, Geraldo Dezena, que participou nessa quarta-feira, 4, de painel no Ciab Febraban 2014, maior evento de tecnologia para instituições financeiras da América Latina.

Segundo ele, foi formada uma equipe especial, fora da área de operações, para criar novos processos de negócios. A primeira solução dentro desse novo conceito será a de seguros, seguida pela de agronegócios. Dezena acrescentou que, dentro desse conceito, o Banco do Brasil pretende disponibilizar a BB Store, uma loja onde os desenvolvedores poderão criar aplicações usando o acerto de informações que podem ser compartilhadas. "Na área de agronegócios, por exemplo, o banco hoje é responsável por 70% de todo o crédito ao setor, e essa riqueza de informações acumuladas podem ser usadas para desenvolver novas aplicações para esse mercado", explicou.

Dentro dessa linha de inovação, o executivo declarou também que o BB colocou no ar, nesta semana, o Saque Móvel, que consiste no uso do aplicativo para realizar um saque em caixas eletrônicos, sem a necessidade do cartão de plástico.

Questionado sobre uso de cloud pelos bancos para transacionar operações com clientes, ele foi enfático ao dizer que isso não vai acontecer por motivos de segurança. Mas para uso interno, o banco está usando cloud privada para dar agilidade aos serviços prestados internamente pelas agências, reduzindo custos. "Estamos testando o uso de nuvens públicas em aplicações que não são o core business do banco, como por exemplo, o treinamento de pessoal".

Em relação à adoção de big data, Dezena contou que o banco criou há dois anos uma plataforma batizada de BB 2.0, no âmbito das agências, onde, além das informações básicas, os funcionários também podem incluir informações de negócios e interesses dos correntistas. "Com o advento da Internet das Coisas, o desafio é incluir informações capturadas nas redes sociais, de dispositivos móveis, de sensores. No futuro, para se estabelecer o preço de uma apólice de seguro, será avaliado até os locais onde o automóvel do cliente trafega'', exemplificou.

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