Democratização de metodologia LEAN é chave para eficiência nas empresas   

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A tecnologia desempenha um papel estratégico importante em qualquer instituição financeira, apoiando a implementação de soluções ágeis e adequadas às necessidades de seus clientes. Nos últimos anos, o Banco Fibra vem realizando importantes investimentos estruturais em tecnologia, além de buscar maior eficiência através da automatização de processos e integração de dados e informações, como a implementação de um programa completo de CRM, estratégia de dados, entre outras iniciativas digitais. Dentre os bancos, fomos pioneiros a migrar integralmente nossas operações para um ambiente em nuvem, visando maior escalabilidade, redução de custos, estabilidade e a segurança digital para clientes e colaboradores.

A despeito de toda evolução tecnológica, uma das nossas grandes missões no Banco tem sido trabalhar a questão cultural e institucionalizar a preocupação com a eficiência e aversão a desperdícios por meio da metodologia LEAN. Considerando a dinâmica acelerada da evolução dos negócios e serviços prestados pelo Banco, é fácil imaginar que as áreas operacionais disponham de muitos processos e interajam com muitos sistemas, executem procedimentos manuais e tenham desafios e atividades que possam eventualmente ser repensados e melhorados.

A abertura à evolução e melhoria é uma questão relevante para endereçar o tema eficiência. Entendemos a importância de fomentar um ambiente e métodos para estimular a interação entre as pessoas e a liberdade a críticas mútuas e construtivas, que  permitem à organização estar sempre alerta a possibilidades de melhorar processos. Iniciativas simples, porém efetivas, como facilitar ao colaborador o registro na intranet do Banco, de casos que tenham o potencial de automação via robôs, auxiliam a disseminação do conceito, do uso de novas tecnologias e do incentivo às mudanças, com os consequentes ganhos em agilidade e eficiência.

O RPA (robot process automation) tem sido uma maneira de reduzir os riscos operacionais e ter ganho em eficiência, melhorando a qualidade dos processos e, consequentemente, dos resultados. Democratizar esta ferramenta, com seu conhecimento, uso e competência na construção de soluções pontuais, espalhados por toda organização, é uma forma que o Banco encontrou para apoiar a almejada mudança cultural voltada à eficiência. A ferramenta e seu uso estão sob gestão das áreas de negócio: esta é uma evolução relevante! Dado que o conhecimento de suas atividades é uma realidade para os colaboradores, passar a ter a capacidade de identificar os problemas e a competência para endereçar a solução, se transforma num diferencial para a organização.

No Banco Fibra, isso já vem acontecendo. Neste ano já realizamos quatro projetos dentro dos princípios LEAN, aplicados em frentes de naturezas distintas, com expectativas de ganho de eficiência de 20 a 30%, segundo diferentes medidas. Os resultados já começam a ser sentidos na alavancagem na capacidade operacional, na rapidez em processos de desenvolvimento  de produtos e tecnologia.

Complementarmente, atualmente possuímos mais de trinta robôs espalhados pelo Banco, alguns desenvolvidos por consultorias e outros por iniciativas internas, conduzidos pelas próprias áreas de negócio com uma governança muito bem definida, dispondo de centro de excelência (COE) para o tema e da participação da área de tecnologia. O mais interessante é que qualquer colaborador, com um mínimo de capacitação, pode fazer seu próprio robô, num ambiente organizado, buscando eficiência e autonomia em seu dia a dia.

A aplicação dos conceitos LEAN associada às novas ferramentas, num ambiente melhor estruturado, cataliza todo o esforço de racionalização e busca de eficiência que o Banco veio realizando ao longo dos anos, agora, num patamar onde, culturalmente, o valor da eficiência aparece. Colaboradores com o perfil eclético e tecnológico foram aproveitados para atuar em várias áreas, que identificaram a possibilidade de automação de pequenas coisas. As pessoas passaram a enxergar a melhoria com uma forma de alavancar a qualidade de suas atividades, uma vez que seus processos ficaram mais simples e fáceis, e a contribuir para a evolução operacional da empresa.

A união do método, ferramenta e cultura, tende a ser uma combinação muito positiva. A busca no incremento dos resultados do Banco, passam, necessariamente, pelo cotidiano de nossos colaboradores. Desta forma, com agilidade, eficiência e participação, estamos construindo a cada dia um Banco mais leve e sem desperdícios, que deve estar atento a todas as evoluções e disrupções em seu ecossistema.

Kumagae Hinki Junior, diretor de Riscos, Controles Internos e SI do Banco Fibra.

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