HP aposta em um 'novo estilo de TI' para crescer no segmento de serviços

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A HP elegeu a área de serviços como prioritária para seu plano estratégico de cinco anos estabelecido pela CEO Meg Whitman, para colocar a companhia de novo na rota dos líderes no mercado corporativo, posição que perdeu nos últimos anos após decisões equivocadas na compra de algumas empresas e de reestruturação organizacional.

Hoje, segundo dados do balanço do ano passado, a área de serviços responde pela terceira maior receita da empresa, com US$23 bilhões de faturamento, contra US$ 56 bilhões da área de computadores pessoais e impressoras e US$ 28 bilhões do grupo de Enterprise. O plano foi iniciado em 2012 com a mudança de executivos, para que a partir deste ano a HP voltasse a crescer de forma consistente e, em 2015, alcance um crescimento acelerado das vendas e o retorno aos seus melhores dias em 2016.

Para oferecer o que batizou de um "novo estilo de TI", a HP Brasil criou um serviço de aconselhamento por verticais de negócios, para orientar os clientes sobre as melhores decisões tecnológicas para atingir os objetivos de negócios, impulsionadas pelas tendências de computação em nuvem, mobilidade, segurança e big data. Aliado a isso, ela criou unidades de "gerenciamento'" para garantir o nível de serviço exigido pelas aplicações e de "transformação", onde são redefinidas as operações dos clientes por meio da concepção e entrega de nova infraestrutura, aplicações e processos inovadores.

Para liderar esse novo estilo, a empresa contratou um time de dez profissionais (inclusive alguns CIOs de grandes corporações) com expertise na definição de soluções nos mercados que foram considerados prioritários pela HP, como finanças, manufatura, multi-indústria, comunicação, mídia e entretenimento.

"A transformação pode ir desde a modernização das aplicações de negócios, que ainda estão na estrutura tradicional de TI e não se integram à realidade móvel de hoje, quanto na criação e aplicativos mais amigáveis e atraentes para os usuários e consumidores", explica Ailton Santos, chief technologist e diretor de portfólio da HP Enterprise Services no Brasil. Ele acrescenta que hoje existe uma grande demanda das empresas por soluções que envolvam design e user experience para operar em diferentes dispositivos.

Além de dois data centers em São Paulo, que oferecem diferentes opções de serviços na nuvem, a HP conta com o novo centro de delivery inaugurado em fevereiro passado na cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, que se integra aos demais Industrialized Delivery System que ela tem espalhados pelo mundo para atender as exigências das novas arquiteturas de TI.

José Cordeiro, diretor de negócios e responsável pela área de applications da HP Enterprise Services no Brasil, diz que o cliente poderá hospedar suas aplicações nos diferentes tipos de nuvem, inclusive uma nuvem "virtualizada", que tem um endereço determinado para o conhecimento dos usuários que desejam saber onde as aplicações estão hospedadas.

O executivo diz ainda que essa nova proposta não vai concorrer com consultorias tradicionais, como Accenture e McKinsey. "Nosso aconselhamento é mais no sentido que como a TI vai suportar os objetivos organizacionais, que têm de ser eficientes, escaláveis e colaborativos, constituídos de modelos de serviços que tragam agilidade e boa relação custo-benefício", explica.

 

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