75% dos brasileiros usam apps de mobilidade urbana por se sentirem mais seguros

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Mobilidade urbana é um assunto que tem ganhado cada vez mais relevância, principalmente nas metrópoles. O aumento de opções para o consumidor, propostas tecnologicamente inovadoras e a mudança de comportamento de usuários e motoristas vêm transformando o mercado.

Tendo esse cenário como base, o PayPal encomendou à IDC uma pesquisa sobre o atual cenário dos aplicativos de transporte no Brasil e no México, dois mercados bastante próximos do ponto de vista dos desafios de mobilidade.

A IDC entrevistou, com formulário online, 625 consumidores nos dois países, todos maiores de 18 anos das classes ABC e que utilizaram um aplicativo de transporte pelo menos uma vez nos 90 dias que antecederam a pesquisa – que foi levada a campo em outubro de 2019.

"A pesquisa demonstra que ainda há muito espaço para esse setor crescer no País. E também para as tecnologias de pagamento online. Por isso o PayPal faz questão de estar ao lado de todos os principais players de mobilidade urbana, para levar mais comodidade, rapidez e segurança para o consumidor. Temos certeza de que as carteiras digitais são o futuro dos meios de pagamento em todas as latitudes, e estamos na vanguarda desse processo há mais de 20 anos" – Thiago Chueiri, diretor de Desenvolvimento de Negócios do PayPal Brasil.

A seguir, os highlights da metade brasileira do estudo.

Todas as formas de ir e vir 

  • 36% dos consumidores que usaram serviços de táxi nos 90 dias que antecederam a pesquisa pagaram a viagem em dinheiro vivo; 11% pagaram diretamente com cartão de crédito ou débito; e 10% pagaram via aplicativo.
  • Quando a questão foi direcionada a serviços de carros compartilhados, 69% dos pesquisados afirmaram ter pagado em dinheiro (83% dos entrevistados da classe C optaram por esse método); e 33% por meio de um app (48% da classe A optaram pelo aplicativo). Outros 27% usaram cartão de crédito. Todos os respondentes haviam usado pelo menos um serviço do tipo no período.
  • Os patins elétricos (scooters) também entraram na conta da IDC. E 25% dos brasileiros entrevistados usaram o serviço nos 90 dias que antecederam o estudo. Destes, 18% pagaram a corrida via app (33% no caso de respondentes da classe A); e 10% via cartões de crédito ou débito.
  • Outra opção pesquisada foi a bicicleta. Cerca de 24% dos brasileiros usaram algum serviço do tipo nos 90 dias que antecederam o estudo. Destes, 9% pagaram a pedalada em dinheiro; 12% pagaram via aplicativo; e 6%, com cartão de crédito ou débito.

Vai pagar como? 

  • A IDC quis saber também quais os meios de pagamento mais comuns dos brasileiros quando usam serviços de compartilhamento de carro. E descobriu que 69% dos consumidores preferem pagar as corridas em dinheiro; 19% usam o app; e 11% preferem pagar via cartão de crédito ou débito.
  • Entre os métodos de pagamento online mais tecnológicos atualmente à disposição dos respondentes (não apenas para pagar por transporte), as carteiras digitais (como o PayPal) são as mais usadas, com 38%; na sequência vem o QR Code, com 25%; e o NFC aparece com 9%.
  • Com esse número alto de consumidores usando dinheiro vivo, a IDC questionou as razões que os levam a isso. Cerca de 77% responderam que, dessa forma, têm mais controle sobre os gastos; 12% afirmaram que pagam em dinheiro porque a corrida foi pedida por outra pessoa; 17% disseram não ter cartão de crédito ou débito para usar no pagamento; e 10% não se sentem seguros usando um app.
  • Mas será que eles aceitariam pagar pelo smartphone se o aplicativo lhes oferecesse um desconto na primeira viagem? A resposta é sim: 49% responderam que "seria muito mais provável" que usassem o app nesse caso; e 27% disseram que "seria um pouco mais provável". Mas 23% confessaram que continuariam pagando em dinheiro mesmo com o desconto.
  • Dentre os brasileiros que disseram preferir usar aplicativo para pagar, 75% o fazem por se sentirem mais seguros; 67% porque acham mais fácil e rápido; e 52%, porque não costumam sair de casa com muito dinheiro no bolso. (respostas múltiplas)
  • A IDC quis saber, também, se o brasileiro costuma dar gorjeta para o motorista (seja ele de taxi ou de carro compartilhado): 42% responderam que sim (o índice sobe para 55% quando os respondentes são da classe A); os demais 58% só pagam mesmo pela corrida.

Sozinho, mas com muitos APPs 

  • Em média, o brasileiro tem instalado em seu smartphone de 2 a 3 apps de transporte (61% dos pesquisados); 37% só têm 1 aplicativo instalado no smartphone; e 2% têm 4 ou mais.
  • O brasileiro tem fama internacional de extrovertido, mas, quando o assunto é app de transporte compartilhado, ele prefere a companhia de seus botões. Cerca de 73% dos pesquisados afirmaram que viajam sozinhos mais de 80% das vezes; 15% deles viajam sozinhos entre 51% e 80% das vezes; e 12% dividem suas viagens com desconhecidos em pelo menos 50% das vezes.
  • A IDC questionou sobre a frequência que os entrevistados brasileiros usam serviços de transporte público: 25% se deslocam de trem, metrô e ônibus de 5 a 7 dias na semana; 27%, 3 a 4 dias; 20%, 1 a 2 dias; e 28% disseram usar serviços públicos de transporte menos de 1 dia por semana.
  • Já quando a pergunta abordou os diversos apps de mobilidade, 31% disseram usá-lo menos de 1 dia por semana; 34%, de 1 a 2 dias na semana; 26%, de 3 a 4 dias por semana; e 9%, de 5 a 7 dias por semana.
  • As razões que levam o brasileiro a optar pelo transporte público também merecem destaque: 33% costumam usá-lo por questões financeiras; 33% optam por ele quando seu carro está quebrado ou sendo usado por um familiar, por exemplo; 28% o usam se a distância até o destino for pequena; e 25% o elegem se o trânsito estiver muito congestionado.
  • Já os apps de mobilidade são usados por 38% dos brasileiros quando seu carro está sendo usado por outra pessoa ou no conserto, por exemplo; 23%, dependendo do clima; 22% optam por eles se o trânsito estiver mais tranquilo; e 21%, se a distância até o destino for grande.
  • Uma informação relevante: do total de respondentes da pesquisa, 66% afirmaram ter carro próprio.

O que pensa o consumidor 

  • A IDC quis entender alguns hábitos do brasileiro quando usam o transporte público: 60% deles disseram se sentir inseguros e/ou desconfortáveis usando um smartphone em um ônibus, metrô ou trem; 86% concordam que mais opções de transporte melhoram a qualidade de vida na cidade onde vivem; apesar disso, 72% concordam que o tempo médio gasto para se locomover pela cidade aumentou nos últimos dois anos; 54% acham que a cidade em que vivem não tem muitas opções suficientes de transporte público; e 77% afirmam que a opção de pagar via app pelo transporte público seria um incentivo a mais para usá-lo.
  • Cerca de 41% dos entrevistados disseram já ter usado um serviço de táxi ou carro compartilhado por causa de atrasos no sistema de transporte público.
  • 67% dos entrevistados disseram que as bicicletas que se pode pegar e largar em qualquer ponto da cidade são ótimas opções de transporte nos grandes centros urbanos; e 43% acham que os patinetes elétricos são, atualmente, um problema. Aliás, cerca de 80% concordam que as cidades precisam de regras mais claras para ciclistas e usuários de patinetes elétricos.
  • Cerca de 49% dos brasileiros pesquisados afirmaram que a escolha de um modal de transporte leva em conta seu impacto ambiental; 60% escolhem um meio de transporte dependendo do impacto que tem em sua saúde; 88% escolhem um meio de transporte pela capacidade que ele tem de chegar rapidamente ao destino; e 86% escolhem em função do custo (quanto mais barato melhor). (respostas múltiplas)
  • Finalmente, 68% dos entrevistados pela IDC disseram que estão usando menos o transporte público, graças aos novos meios de transporte disponíveis em sua cidade; e 69% afirmaram que estão andando menos.

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