Carros autônomos e o futuro dos dados conectados

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Os dados são o "novo petróleo" do mundo, dizem muitos especialistas. Mas, como atrelá-los à uma inovação consciente, que traga redução de custos operacionais, processos mais eficientes e, claro, maior experiência para os clientes?

A velocidade das informações fez com que muitas áreas sofressem mudanças. Obviamente, o setor automobilístico é um dos mais afetados com a transformação digital, porém sou bastante otimista quando falo sobre o tema, acredito que integração de dados é o caminho paras as empresas deste segmento.

As novas tecnologias aumentam o volume de dados de clientes e de produtos, integrando as operações com análises cada vez mais avançadas de dados. Um veículo autônomo além de reduzir o tempo de uma viagem, também pode reduzir custos operacionais para garantir a segurança de pedestres e do tráfego, diminuindo assim o impacto ambiental. Segundo o relatório "Global In-Vehicle Infotainment Market, Analysis & Forecast, 2017 – 2022 ", da BIS Automotive, o mercado global de infotainment em veículos deve alcançar US$ 52,2 bilhões até 2022.

Um estudo da Boston Consulting Group em parceria com o Fórum Econômico Mundial analisou a presença de carros autônomos em centros urbanos, o que resultaria em uma redução de 60% de carros circulando nas ruas e uma diminuição de 90% em números de acidente entre os veículos. Em relação aos ganhos ambientais, a estimativa é de menos de 80% em relação a emissão de gases poluentes.

As empresas já se preparam há alguns anos para atingir este mercado, em 2010 a Google chegou a desenvolver um carro autônomo e obteve excelentes resultados em milhões de quilômetros nas ruas de Mountain View e da Califórnia, regiões próximas da sede da empresa. Porém, até o momento o carro ainda não foi produzido, devido alguns acidentes ocorridos com o protótipo.

O assunto também é estratégico para grandes empresas, como a Hitachi Automotive Systems, que recentemente anunciou que pretende fundir quatro de seus fabricantes de autopeças com a Honda para criar um fornecedor único. O anúncio feito no início do mês de novembro, tem o objetivo de criar a terceira maior empresa fornecedora de autopeças do Japão em vendas. O foco desta fusão é o desenvolvimento de componentes para sistemas de carros elétricos e de condução autônoma.

A Hitachi Automative Systems começou a testar carros autônomos e conectados na América do Norte em 2015 em ambientes urbanos simulados, somente no ano passado que iniciou os testes nas estradas do Japão. Em outubro deste ano, a empresa anunciou o desenvolvimento de uma tecnologia de controle que usa uma AD ECU (Unidade de Controle Eletrônico de Condução Autônoma), que será utilizada para evitar riscos ao mapear e reconhecer perigos potenciais, antecipando assim o comportamento de objetos em movimentos. AD ECU deve processar todos os dados sensoriais (câmera estéreo, radar etc.) para determinar os comandos de controle do veículo.

Além de todo esse acesso aos dados, é necessário interpretá-los para gerenciá-los da melhor forma como combiná-los com Big Data, IoT e análises avançadas (IA, Machine Learning e Deep Learning) que impulsionam a excelência operacional, seja também por meio da análise voltada às expectativas dos atuais consumidores, que buscam cada vez maiores experiências, como para empresas no seu processo de monetização de dados.

Paulo Roberto Henneberg, field marketing manager da Hitachi Vantara.

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