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Diante do crescimento e aceleração da transformação digital, varejo busca soluções para garantir a segurança das operações

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Em uma era de transformação digital, a inovação é essencial para quebrar antigos modos de produção e paradigmas e, em última instância, para a sobrevivência dos negócios. A digitalização dentro dos diversos setores da economia tem se mostrado cada vez mais fundamental, sobretudo diante dos desafios originados na pandemia. Nesse aspecto, o varejo foi um dos setores que mais se adaptou e se reinventou. O e-commerce, por exemplo, cresceu 27% em relação a 2020, alcançando um faturamento recorde de R$ 161 bilhões em 2021, de acordo com dados da Neotrust. A discrepância é notável quando comparado com o setor varejista como um todo (físico e digital), que teve uma taxa de crescimento em 2021 de apenas 1,4% em relação ao ano anterior, segundo o IBGE. 

Nesse contexto, muitas das soluções que já existiam no varejo foram aperfeiçoadas e outras desenvolvidas para acompanhar as mudanças do setor. Self checkouts, soluções para delivery, totens de autoatendimento, meios de pagamento contactless, biometria e controle de acesso, entre outras, são alguns dos exemplos de inovação. 
 

Dentre as diversas novidades, nota-se um ponto em comum quando falamos em automação para a melhoria da jornada do cliente: a busca pela concentração das soluções tecnológicas em um único fornecedor e a migração para a nuvem. As soluções desenvolvidas pelos players desse mercado trazem uma maior integração em diversas frentes. O self checkout, por exemplo, conta com hardware, um software integrado na nuvem com um sistema de logística, estoque, emissão de notas e pedidos, gerenciamento e analytics e opções de meios de pagamento que englobam, além das opções tradicionais, programas de fidelização e cashback. Com isso, cria-se uma rede complexa em que players de diversas frentes buscam um objetivo em comum: prover uma solução centralizada que, ao consolidar a contratação e gestão de fornecedores, traga mais facilidade para o varejista e seu cliente. 

No entanto, para evitar que essa combinação de soluções, associada ao armazenamento na nuvem, traga riscos à operação, é preciso construir uma estrutura íntegra e robusta de segurança cibernética. Se pensarmos que diferentes fornecedores possuem diferentes estruturas de sistema, e que estes sistemas precisam se conectar entre eles para garantir um funcionamento fluido ao cliente, é imprescindível que as APIs sejam implementadas de forma segura, que o sistema de acessos de todos os players dessa cadeia sejam bem gerenciados, que haja um processo de backup de informações sensíveis, cifração de acessos e bases de dados antes de enviá-los para a nuvem, além de monitoramento constante de atividades. Qualquer abertura nessas conexões é garantia de que, em algum momento, haverá vazamento de informações. Os casos de ransomware, que ganharam força no varejo nos últimos meses, ilustram perfeitamente o que uma brecha de segurança pode causar e suas consequências. Somente no Brasil, mais de 88,5 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos foram realizadas em 2021 – um aumento de mais de 950% em relação a 2020, que levou o país à 2ª posição em número de ataques na América Latina, segundo levantamento da Fortinet.  

Quanto mais soluções são integradas, com base em ambiente de nuvem, para trazer uma oferta tecnológica mais atrativa ao varejista, maiores são os riscos de falhas que levam a um vazamento de informações. As estratégias de proteção incluem: 

  • Diagnósticos de segurança (Security assessment), que estabelecem a linha de base e identificam as principais lacunas na maturidade da segurança da informação por meio de uma avaliação 360°, abordando as dimensões pessoas, processos e tecnologia; 
  • Testes contínuos de invasão (Pentest) ou Ethical hacking, para identificação de todas as vulnerabilidades, com análise de impacto de incidentes de segurança e recomendações corretivas sobre aplicações, dispositivos, infraestrutura e redes; 
  • Incident readiness, responsável pela implementação de ferramentas, plano e governança para responder com sucesso a incidentes cibernéticos;  
  • Módulos de Segurança criptográficos (HSMs) para guarda de chaves criptográficas e cifração de dados sensíveis como backups, banco de dados, autenticação de sistemas e usuários e transações do Sistema de Pagamentos Brasileiro, entre outros.  

A transformação digital do varejo é intrínseca ao setor. Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), 44% das empresas varejistas pretendem investir mais de 1% do seu faturamento bruto na transformação digital neste ano. Diversos estudos e investimentos estão sendo feitos para abarcar novas tendências, como o e-commerce, estratégia de omnichannel, metaverso, IoTs, live e social commerces, diversificação de meios de pagamento e inteligência artificial. Com tantas mudanças em curso, cabe aos players do setor agir com rapidez para não ficarem para trás, ao mesmo tempo em que garantem uma estrutura cibernética segura e robusta para a cadeia de valor que estão criando.  

Paula Forti, marketing intelligence na Kryptus. 

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