Liga Ventures lista 66 startups com propósito de gerar inovação para gestão pública

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O ecossistema de inovação tem se desenvolvido de forma rápida e, ao mesmo tempo em que são concebidas tecnologias que têm a missão de oferecer melhorias em diferentes segmentos do setor privado, também surgem soluções aplicadas ao setor público, que visam agilizar a gestão interna dos órgãos do Governo, auxiliar na redução de prazos, burocracias e proporcionar mais eficiência e transparência no uso de recursos públicos.

Pensando em disponibilizar uma fonte de fácil consulta sobre negócios cujas propostas foram desenhadas para solucionar problemas governamentais, a Liga Ventures, principal ponte para o desenvolvimento de soluções inovadoras entre startups e empresas no Brasil, com apoio estratégico da PwC e em parceria com a Meryt, govtech amazonense que se propõe a gerar dados e indicadores de desempenho dos servidores público, disponibiliza um novo mapeamento de startups.

O resultado faz parte da Startup Scanner, ferramenta pioneira que permite acompanhar de forma dinâmica a movimentação nos mais diferentes segmentos, com atualizações constantes e de forma gratuita. Uma vez que o poder público pode comprar os mais variados produtos e serviços, um dos aspectos fundamentais para a Liga Ventures interpretar uma startup como govtech foi a compatibilidade e o direcionamento da proposta de valor da mesma para a gestão pública.

"As govtechs representam o lado bom do governo! Eficientes, transparentes, ágeis e com preços acessíveis, essas startups focadas nos problemas do poder público, que são muitos, podem não só melhorar a qualidade dos serviços, mas também impulsionar o ambiente de negócios como um todo por meio da transformação digital e da desburocratização. Inovar na gestão pública não é apenas trocar as peças, mas repensar a máquina; e é isso que as govtechs estão fazendo", afirma Lucas Prado, cofundador da Meryt, que colaborou como consultor do mapeamento.

O mapa aponta, neste momento, 66 startups com propósito de gerar inovação para a gestão pública ativa, divididas em 14 categorias de aplicação e em 29 cidades do Brasil. Somente no último mês, 16 novas startups foram fundadas, de acordo com a Startup Scanner. Entre os segmentos com mais soluções, estão Smart Cities (16,67%), Licitação e Contratos (10,61%), Transformação Digital (10,61%), Mobilidade Urbana (9,09%) e Saúde Pública (9,09%).

"Existem dezenas de startups que podem ser apresentadas como govtechs, mas para esse estudo em específico buscamos soluções com propostas que gerem valor para o governo, e com negócios escaláveis. O intuito é fazer com que essas soluções tenham mais visibilidade, para que de fato cumpram seu papel, auxiliando na gestão mais eficiente dos órgãos governamentais", conta Raphael Augusto, diretor de inteligência e estudos de mercado e Startup Hunter da Liga Ventures.

Este mapeamento da Startup Scanner tem como base o banco de dados da Liga Ventures, com mais de 25 mil startups e que conta com diversas fontes, como inscrições para os programas de aceleração, estudos do Liga Insights , eventos que promovem todos os anos, recomendações de parceiros externos, notícias em portais de negócios, bases abertas, indicações diretas e busca ativa

"O nosso apoio estratégico à Startup Scanner veio reforçar o nosso movimento aqui no Brasil para ampliar nossas expertises dentro do mundo de inovação aberta e startups, representando um importante passo para a construção de novos caminhos, ativos e soluções. E, o setor público, também é um importante ator neste cenário", comenta Luiz Ponzoni, sócio líder da área de New Ventures and Innovation da PwC no Brasil.

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