Toshiba reduz produção de TV e PCs em busca de rentabilidade dos negócios

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A Toshiba anunciou um plano de negócios para os próximos três anos, visando retomar a rentabilidade, e elegeu como um dos pilares dessa estratégia a área de saúde, junto com geração de energia e semicondutores. Para isso, cerca de 400 funcionários das unidades de TV e computadores da fabricante japonesa serão transferidos para a divisão de infraestrutura. Ela também revelou que haverá uma redução no número de modelos de televisores produzidos e maior concentração no mercado corporativo.

Segundo o The Wall Street Journal, o CEO da Toshiba, Hisao Tanaka, disse que sua meta é gerar lucro para as unidades de TV, PCs e linha branca na segunda metade do próximo ano fiscal, cujo início é março de 2014. A declaração do executivo desmente rumores recentes de que a empresa estaria encerrando os negócios de computadores e televisores. "As pessoas podem dizer que estamos 'nos livrando dos negócios de TV e PCs'. Pode ser extremista dizer isso, mas podemos fazer isso a qualquer momento — apesar de não termos a intenção de fazê-lo", disse o CEO. "Mas se nos livrássemos das unidades de TV e PCs, a próxima pergunta seria 'o quem vem depois?'. Isso tornaria a estrutura empresarial da Toshiba desequilibrada."

Apesar de ter se mostrado rentável nos últimos três anos, principalmente por conta de sua aposta em chip de memória flash e equipamentos de energia, a Toshiba registrou prejuízo acima de US$ 512 milhões nas operações de televisores nos dois últimos anos, sendo que a unidade de computadores também não vai bem. Com a reestruturação, a Toshiba espera atingir US$ 4,1 bilhões de lucro operacional e US$ 72,3 bilhões em vendas em 2016.

Além disso, Tanaka acredita que é possível posicionar a Toshiba novamente como líder do mercado de notebooks, enfatizando que aparelhos de TV e PCs ainda são parte importante das chamadas "comunidades inteligentes".

Procurada pela reportagem de TI INSIDE Online sobre se a reestruturação da Toshiba afetará o mercado brasileiro, a Semp Toshiba, empresa brasileira de eletroeletrônicos parceira da fabricante japonesa, não quis comentar o assunto.

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