Estudos revelam falhas de segurança em smartphones e tablets

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Relatórios recentes publicados por empresas de análise revelam que os dispositivos móveis carregam falhas profundas de segurança, que só agora estão sendo descobertas e tratadas. As avaliações mostram como as lacunas em projetos de smartphones e tablets têm implicações na segurança e na privacidade do usuário desses dispositivos.

"Os smartphones e tablets hoje executam as mesmas funções de um PC", diz Dan Hoffman, chefe de segurança móvel da Juniper Networks, em entrevista ao USA Today. "No entanto, a grande maioria dos dispositivos não possuem software de segurança e equivocadamente conta com o sistema operacional para manter as pessoas seguras."

Um estudo da empresa de segurança Cryptography Research mostra como é possível bisbilhotar em qualquer smartphone ou tablet como ele está sendo usado para fazer uma compra, acessar serviços bancários online ou a rede virtual de uma empresa.

O processo usado para criptografar dados pode ser decifrado, permitindo ao criminoso usá-los para acessar uma conta bancária ou a rede da empresa, diz Benjamin Jun, diretor e chefe de tecnologia da Cryptography Research. "Esses tipos de ataques não exigem que o dispositivo seja modificado, e normalmente não há sinal ‘observável’ que um ataque está em progress", alerta.

Em outra análise, pesquisadores da empresa de segurança McAfee, adquirida recentemente pela fabricante de chips Intel, destacam várias maneiras de invadir remotamente o iOS, sistema operacional para o iPad e iPhone, da Apple. Equipes da empresa ativaram remotamente microfones em uma variedade de dispositivos de teste e gravou conversas que acontecem nas proximidades. Elas também mostraram que é possível roubar senhas e furtar dados sensíveis, incluindo históricos de chamadas, e-mails e mensagens de texto. "Isso pode ser feito com absolutamente nenhuma indicação para o usuário do dispositivo", diz Ryan Permeh, principal arquiteto de segurança da McAfee.

Os dois estudos são unânimes em apontar que os ataques vão se intensificar, à medida que os consumidores e as empresas começam a confiar mais nos dispositivos móveis para realizar transações bancárias, compras e trabalhar.

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