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O que a transformação digital ensina para a cibersegurança

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Começo esse texto com uma pergunta muito importante…mas preciso que você seja sincero.

Por que a sua empresa investe em cibersegurança?

(a) por medo de um ataque; ou

(b) porque incorporou, de forma autêntica, esse assunto em sua agenda estratégica e em sua cultura.

Se você respondeu a alternativa (a), é sinal de que a sua organização ainda apresenta uma postura reativa diante da cibersegurança. Isso pode ser um problema.

Já se você respondeu a alternativa (b), orgulhe-se! A sua empresa está no melhor caminho. Por consequência, o seu investimento vai apresentar melhor retorno e o seu nível de segurança, certamente, será muito superior.

Mesmo que duas organizações invistam valores iguais, o resultado — em termos de proteção efetiva — será muito diferente.

Por que isso acontece?

Para entender, vamos emprestar uma discussão que é mais antiga, e sobre a qual já escrevi bastante…

Me refiro ao debate sobre a tão falada transformação digital nas empresas.

Nos últimos anos, quase todas as grandes organizações pretenderam fazer uma transformação digital, mas a verdade é que muitas no máximo fizeram uma digitalização.

Há uma diferença grande entre a digitalização e a transformação digital.

Digitalização se refere às mudanças de processos causados pela adoção de novas tecnologias. Em geral, ela tem como primeiro objetivo melhorar a eficiência e reduzir custos.

Já a transformação digital é sobre a adoção autêntica de uma nova mentalidade, que nos acostumamos a chamar de “centralidade no cliente”. O primeiro objetivo da transformação é melhorar a experiência do cliente.

Não há nada de errado na digitalização, mas adotar novas tecnologias sem colocar o cliente no centro pode levar à piora da experiência dele e, por consequência, perda de competitividade da empresa.

Mudança é FAZER de um jeito diferente. Já, transformação, é PENSAR diferente.

Voltando ao tema da cibersegurança, há empresas apenas mudando enquanto outras estão se transformando.

As que mudam, investem em segurança como um reflexo, uma reação, à escalada dos ataques cibernéticos. Não raramente, gastam muito e se protegem pouco.

Já as empresas que se transformam incorporam a segurança cibernética na sua cultura. Investem em segurança não de forma reativa, mas por convicção de que se trata de um valor fundamental e inegociável nos tempos atuais.

Essa é a melhor razão para o investimento em cibersegurança!

Da mesma forma que investir em novas tecnologias pela razão correta retorna resultados superiores, no investimento em cibersegurança também é assim.

Empresas que têm a cibersegurança como um pilar da sua cultura colherão melhores resultados de cada real investido nesse campo.

Taí mais uma razão para que segurança cibernética seja tratada como um assunto de negócio.

Vivemos uma pandemia de ciberataques. As empresas vencedoras serão aquelas que tiverem a cibersegurança como um valor autêntico.

Fernando Cosenza, PhD,  CEO da Resh Cyber Defense.

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