Funcionários da Foxconn são investigados por suborno na China

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A Hon Hai Indústria de Precisão, divisão da Foxconn International Holdings (FIH), vai cooperar plenamente com a investigação da polícia chinesa sobre um suposto suborno envolvendo fornecedores e funcionários da empresa. Pessoas próximas ao assunto disseram ao The Wall Street Journal que a companhia já teria indentificado à polícia um de seus empregados que teria recebido dinheiro ilegal.

A Hon Hai também informou que fará a revisão de seus controles internos no sentido de torná-los mais rígidos. "Estamos agindo com oficiais da lei que nós trouxemos para trabalhar com a nossa equipe de auditoria interna, como parte de uma investigação sobre alegações contra um número de empregados que teriam recebido pagamentos ilegais de parceiros da cadeia de fornecimento", disse a companhia na última quarta-feira, 9. "Também estamos realizando uma revisão completa de nossas políticas e práticas para identificar passos que podemos dar para fortalecer as medidas que visam coibir tais ações”, complementou.

A Foxconn, que fabrica produtos eletrônicos em regime de terceirização e principal fornecedora da Apple, tem seu nome envolvido em vários escândalos. Em março, a Fair Labor Association (FLA), ONG internacional de proteção ao trabalhador, divulgou um extenso relatório após realizar vistorias e entrevistar mais de 35 mil empregados da Foxconn, por três meses, fruto de um trabalho encomendado pela Apple. Foi constatado que funcionários da companhia excederam tanto o código padrão da FLA de 60 horas semanais de trabalho, como também os limites legais da China de 40 horas por semana, com 36 horas extras máximas por mês. A ONG detectou também que, nos picos de produção, os empregados tiveram expediente por mais de uma semana sem 24 horas obrigatórias de descanso.

Em agosto, a FLA fez nova vistoria nas fábricas e reconheceu o cumprimento de 284 recomendações feitas à fabricante chinesa, mas traçou 76 ações adicionais que devem ser adotadas até julho deste ano.

Já em outubro, a Foxconn admitiu, após uma investigação interna, ter encontrado estudantes com menos de 16 anos de idade entre os participantes do programa de estágio em sua fábrica de Yantai, cidade localizada a nordeste da província de Shandong, na China, e se comprometeu a realizar uma investigação completa e demitir qualquer funcionário que for apontado como responsável pela contração de menores.

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