MEC e Embrapii abrem inscrições para novas unidades de fomento em universidades federais

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A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) vai credenciar até quatro grupos de pesquisadores de universidades federais para atuarem como Unidade Embrapii. Os selecionados vão contar com até R$ 12 milhões do Ministério da Educação (MEC) para executar projetos de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) em parceria com a indústria. 

A Chamada por novas Unidades EMBRAPII é uma das propostas do MEC para unir empresas e pesquisa universitária. A expectativa é alavancar os recursos investidos e gerar mais de R$ 30 milhões em projetos de inovação, à medida que o modelo de financiamento da Embrapii exige a contrapartida financeira dos projetos por parte do setor empresarial. O Ministério da Educação e a estatal planejam que 30% das universidades federais façam parte deste ecossistema. 

Podem se candidatar todos os grupos de pesquisadores das universidades federais nas seguintes áreas: agricultura, processos agroindustriais, tecnologias de alimentos; geração, transmissão de energia elétrica, inclusive as renováveis; química; bioeconomia; processos industriais; mineração sustentável; mobilidade, incluindo eletromobilidade. 

Seis departamentos de universidades federais fizeram parte do ecossistema da Embrapii de 2014 até 2020 (Campina Grande, Rio Grande do Sul, Santa de Catarina e Rio de Janeiro, Uberlândia e Minas Gerais). Juntas, elas desenvolveram 247 projetos em parceria com 130 empresas, resultando em 135 pedidos de Propriedades Intelectuais e R$ 430 milhões investidos em inovação, sendo R$ 250 milhões alavancados do setor empresarial. 

Programa Capacitação 4.0 

Como parte do programa do Ministério da Educação, Capacitação 4.0, lançado em outubro de 2020, as novas quatro Unidades Embrapii terão a missão de capacitá-los para o mundo 4.0. O aprendizado ocorre a partir de experiência real e envolve os alunos em projetos de inovação industrial em todas as fases de inovação, a partir de experiência real 

A proposta é capacitá-los para o mercado de trabalho e proporcionar, além de conhecimento técnico, o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, ferramentas importantes para enfrentar crises e evoluir durante toda a trajetória profissional. A meta é beneficiar mais de 10 mil alunos em 5 anos.

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