Mercado de software no Brasil cresceu 30% em 2020, aponta IDC

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Como resultado da pandemia de covid-19 e a necessidade de digitalização das empresas, os provedores de software brasileiros que assistiram o mercado alcançar a receita de US$ 8,15 bilhões em 2020, o que significa um crescimento de 30% em relação a 2019, considerando a moeda local e a alta do dólar. Os dados são do IDC Brazil Semiannual Software Tracker 2020 e incluem, entre outras, as vendas de software para infraestrutura de TI, gerenciamento de dados, endpoint, rede, CRM, ERM, SCM, ferramentas colaborativas e de inteligência artificial (AI).

Os principais destaques do crescimento foram soluções de segurança da informação, além de IA, BI e Big Data & Analytics, que são voltadas para a inteligência do negócio e tomadas de decisão mais rápidas. Ainda segundo a IDC, plataformas de colaboração também foram alvo de investimentos, e o próprio ERP, que apesar de já ser uma plataforma consolidada, cresceu acima de 25% em 2020.

Para a IDC Brasil, o mercado de software acompanhou o que se viu em outros setores, ou seja, para enfrentar a crise trazida pela pandemia, as empresas tiveram que acelerar a inovação, buscar soluções por meio da tecnologia e ter resiliência para enfrentar até uma mudança cultural e dar continuidade aos negócios.

No caso de software, foram adotadas tecnologias com potencial para dar agilidade e trazer diferencial competitivo, e mesmo soluções que antes era mais vistas num contexto de automação e relacionamento com clientes passaram a ser prioritárias e a permear as linhas de negócios.

A própria nuvem passou a ser tratado como um habilitador, como um acelerador para as iniciativas de modernização e digitalização, aponta a IDC Brasil. A receita do mercado de cloud pública em 2020 foi de US$ 3,02 bilhões, incluindo IaaS, PaaS e SaaS.

Para 2021

Segundo a IDC Brasil, em 2021 o crescimento do mercado de software no país não será tão acelerado com no ano passado, quando as organizações correram para resolver gargalos e atender a demanda, mas deve ser significativo e ficar no patamar dos dois dígitos. As empresas devem continuar buscando soluções, pois precisam dar agilidade e gerar mais valor ao negócio. O foco da operação, a experiência de uso do cliente, o processo de logística, enfim todo o ecossistema do CRM continuará movimentando, aponta a consultoria.

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