Relatório da Avanade explora a preocupação dos bancos em se adequar para atingirem as metas ESG

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A Avanade e a EFMA, uma organização global sem fins lucrativos criada pelos principais bancos e seguradoras do mundo, lançaram recentemente um relatório global que mostra que apenas metade dos bancos mundiais estão preocupados em trabalhar ações em prol do meio ambiente, do ambiente social e da governança (ESG).

O relatório intitulado "Levando a sustentabilidade a sério: os bancos estão prontos? ", destaca como o ESG em serviços financeiros assumiu o centro das atenções, percebendo-se uma urgência em deter os perigos das alterações climáticas. A resposta das instituições financeiras tem sido criar novas ferramentas, produtos e investimentos que visam promover mudanças impactantes e sustentáveis, como oportunidades para que elas se tornem líderes em capitalizarem a transição que vem ocorrendo mundo afora.

A Avanade tem realizado análises que apontam que as tendências são de urgência em dar atenção as questões de sustentabilidade e o relatório serve como um excelente demonstrativo de onde a indústria está agora e para onde está indo em um futuro próximo. Os bancos estão sob crescente pressão para desenvolver, monitorar e alcançar práticas consolidadas de ESG e definir se estão prontos para comprovarem as exigências que serão impostas por reguladores nos próximos 12 meses, como o teste de estresse de risco climático do Banco Central Europeu (BCE). Os regimentos, como códigos de conduta, estão deixando de ser voluntários e passando a ser requisitos obrigatórios.

Os reguladores do setor bancário vêm demonstrando interesse nas questões climáticas desde o "One Planet Summit" em Paris, em dezembro de 2017. Isso levou à criação da Network for Greening the Financial System (NGFS, rede para um sistema financeiro mais verde), um grupo de bancos centrais pensado para compilar cenários, para que os bancos possam usar e comparar resultados.

O Morgan Stanley, por exemplo, descobriu que 84% dos investidores querem selecionar produtos que estejam mais alinhados com seus interesses pessoais de sustentabilidade – como lidar com mudanças climáticas, apoiando o desenvolvimento da comunidade ou promover a diversidade de gênero. Os bancos serão cada vez mais responsabilizados por suas prioridades de investimento e pelo impacto que isso tem no planeta por seus clientes.

Alguns números do relatório refletem estas questões:

  • Apenas metade dos bancos (53%) estará pronto para relatórios regulatórios nos próximos seis meses, enquanto quase 1 em cada 5 (18%) ainda não está claro sobre quais são os requisitos e quase um terço (29%) não estará pronto por pelo menos mais um ano;

 

  • A maioria dos bancos (70%) vê seu trabalho ESG como tendo um impacto positivo em sua reputação e credibilidade no mercado. Esse foi o principal benefício, seguido pela proteção do balanço patrimonial (50%), atraindo grupos mais jovens de consumidores, como Millennials e Geração Y/Z (44%) e melhor gestão de energia e resíduos (34%).
  • Além disso, aumentar as opções de investimento ESG para atrair clientes mais jovens é agora a principal prioridade para os bancos (42%), seguido por maior transparência na transição para uma pegada de carbono baixa (36%), divulgação e relatórios mais completos (34%) e um portfólio de produtos mais verdes (32%).

Os desafios são enormes, assim como as oportunidades. De acordo com as divulgações sobre o clima de 45 instituições financeiras globais, estima-se que o impacto financeiro de possibilidades e riscos relacionados ao clima seja de cerca de US$ 2 trilhões para serviços financeiros. O Bank of England resumiu isso bem: "A análise de riscos climáticos para investimentos financeiros ainda está engatinhando". Há limitações quanto aos dados, especialmente na análise de cenários, o que significa ter que depender muito da opinião de especialistas devido à falta de informações abrangentes.

Existem diferenças entre as metodologias alternativas de modelagem e a extensão e robustez desses modelos não são testadas. Há muitas classificações climáticas e as diferentes metodologias, o que podem levar a variações significativas nas classificações das contrapartes. As métricas de pegada de carbono dependem da precisão e integralidade dos dados de emissões divulgados por empresas não financeiras – mas estes não são auditados.

A Avanade entende bem do assunto, pois trabalha com 13 dos 20 maiores bancos globais e mais de 60% dos 100 maiores bancos. A empresa tem o objetivo de tornar as operações mais resilientes, combinando estratégia de negócios, inovação ágil e a profunda experiência em tecnologia da Microsoft para resolver desafios. Na área de Advisory, por exemplo, criaram uma parceria com clientes para desenvolver inovação e transformação digital, acelerando resultados de negócios e criando estratégias pragmáticas viáveis.

O roteiro que querem alcançar é colaborar para reduzir as emissões diretas e financiadas, de acordo com o objetivo do Acordo de Paris, e limitar o aquecimento global em menos de 1,5°C. A Accenture calcula que somente com a migração para a nuvem pública é possível reduzir as emissões globais de carbono em 59 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano – uma redução de 5,9% no total de emissões de TI e equivalente a tirar 22 milhões de carros das ruas. Sua análise dos maiores provedores de serviços de nuvem pública mostra que as migrações médias da empresa para a nuvem podem reduzir o consumo de energia em 65% e a emissão de carbono em 84%.

A experiência da Avanade no setor bancário pode colaborar para que menos pegadas de carbono sejam jogadas ao meio ambiente e a Microsoft vem mudando o consumo de energia de seus data centers para energia 100% renovável e até 2025, por meio de contratos de compra de energia, ajudará seus clientes a consolidar dados sobre sustentabilidade e melhorar os relatórios de emissões de carbono.

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