Maioria dos desenvolvedores de aplicativos móveis não respeita privacidade do usuário, diz ICO

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A maioria dos desenvolvedores de aplicativos móveis não divulga o que eles fazem com as informações coletadas de usuários de smartphones e tablets, segundo relatório do Escritório do Comissário da Informação do Reino Unido (ICO, na sigla em inglês), que usa como base um estudo realizado pela Global Privacy Enforcement Network (GPEN).

Dos 1,2 mil aplicativos pesquisados, 85% não revelam como usaram as informações, enquanto 59% dos apps deixaram os "usuários lutando para encontrar as informações básicas sobre privacidade", disse a organização.

De acordo com Simon Rice, gerente do grupo de tecnologia do ICO, que é membro da GPEN, os resultados mostram que muitos desenvolvedores de aplicativos ainda não fornecem essas informações de forma clara e compreensível para a média dos consumidores.

A ICO e os outros membros da GPEN querem mostrar aos desenvolvedores onde há espaço para melhorias. "Vamos publicar orientações para explicar os passos que as pessoas devem tomar para ajudar a proteger suas informações ao usar aplicativos móveis."

O relatório constatou que um em cada três aplicativos móveis "solicita um número excessivo de permissões com o propósito de acessar informações pessoais adicionais", apesar da orientação da ICO aos desenvolvedores de apps móveis para que os dados pessoais sejam tratados "de forma justa" e "legalmente". "O usuário deve ter a informação adequada sobre o processamento e ser informado sobre os efeitos das permissões", adverte a organização. "O correto é também é informar sobre o uso de dados de forma que as pessoas considerem prováveis."

Longas listas de pedidos de permissão estão se tornando cada vez mais comuns quando o usuário baixa aplicativos. No mês passado, o Facebook enfrentou uma série de questionamentos depois que tornou o seu app Messenger obrigatório para usuários em os EUA.O Facebook Messenger exige diversas permissões para funcionar em um smartphone equipado com o Android, incluindo o acesso a gravações de áudio, fotos e vídeos, números de telefone, mensagens de texto e contatos, bem como quase trinta outras funções.

A reação dos usuários foi tão forte que a empresa teve de dar explicações sobre por que pediu tantas permissões, argumentando que como "Android controla a forma como as permissões são nomeadas… do jeito que está nomeado não refletem, necessariamente, a forma como o Messenger e outros aplicativos são usados".

A OIC diz que, por enquanto, não vai compartilhar os nomes dos aplicativos que falharam nos testes sobre privacidade, por acreditar que os desenvolvedores farão as melhorias necessárias.

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