Trabalho remoto e ensino a distância garantem crescimento do mercado de tablets

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A IDC revelou os números que o mercado brasileiro de tablets alcançou no segundo e no terceiro trimestre. Foram vendidos, respectivamente, 801 mil e 884 mil unidades do dispositivo, volumes que são 68% e 18,2% maiores em relação aos mesmos períodos de 2020. A expansão foi atribuída ao ensino remoto e ao home office, demandas que movimentaram tanto o varejo como o mercado corporativo. Enquanto os governos deram continuidade aos projetos voltados à educação digital, as empresas continuaram se modernizando e usando mais devices em sua transformação digital.
Dos tablets vendidos nos meses de abril, maio e junho, 194 mil foram para o mercado corporativo – alta de 398,4% – e 607 mil unidades para o varejo – alta de 38,6%. Já do total de unidades do terceiro trimestre, cerca de 218 mil tablets foram absorvidos por empresas e governos – alta de 230,1% – e mais de 660 mil unidades atenderam o varejo, único mercado em queda (-2,3%) em relação a julho, agosto e setembro de 2020. 

 

Segundo o estudo da IDC Brasil, no segundo trimestre de 2021 o tablet mais vendido foi o de 7 polegadas e o preço médio foi de R$ 884, 4,6% mais caro do que em abril, maio e junho do ano passado. A receita total chegou a R$ 708,51 milhões, aumento de 75,7% em relação ao mesmo trimestre de 2020. No terceiro trimestre, o tablet de 7 polegadas manteve a preferência, mas o preço médio saltou para R$ 1.154 e a receita total foi de R$ 1.022 bilhão, avanço de 25,1% e 47,9%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior. 

Para o último trimestre de 2021, a IDC Brasil projeta uma leve retração para o mercado de tablets em relação ao mesmo trimestre de 2020. A queda se explica pela desaceleração das compras pelo mercado corporativo, principal outlier do ano. Por outro lado, pode ocorrer um crescimento de 23% nas vendas para consumidores finais, resultado de ações de Black Friday e compras de Natal. 

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