Diretor do Datasus diz que ainda há muito o que ser feito para informatizar a saúde no país

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De tendência à realidade, a cloud computing (computação em nuvem) é cada vez mais adotada por diversas organizações com as mais variadas finalidades, mostrando-se um modelo muito mais vantajoso do que os padrões atuais de armazenamento e, consequentemente, um caminho sem volta, principalmente na área da saúde.

A possibilidade de realizar grandes implementações de sistemas de TI sem altos investimentos em infraestrutura, customizações, e manutenção, a nuvem possibilita uma verdadeira revolução tanto no trabalho dos profissionais da área, quanto para os pacientes, que passam a contar com maior rapidez e mobilidade no que tange o atendimento médico, tratamento de doenças e etc.

Atento à essa nova realidade irreversível, o Ministério da Saúde já adotou algumas medidas baseadas em cloud tais como o Registro Eletrônico de Saúde (RES), que conta com 150 milhões de pessoas identificadas em base nacional, sendo 50 milhões contratantes de um plano de saúde; o Cartão Nacional da Saúde, um instrumento que possibilita a vinculação dos procedimentos executados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) ao usuário, ao profissional que os realizou e também à unidade de saúde onde foram realizados, bem como a mais recente inovação lançada no início deste ano, o e-SUS SAMU, aplicativo integrado ao Facebook e ao Waze, que permite ao cidadão acionar o SAMU com apenas um toque e acompanhar pelo smartphone ou tablet a sua solicitação ao serviço e já é utilizado em 10 municípios do país.

Desafios

O DataSUS – Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS) – também é outro exemplo de investimento do Ministério da Saúde em inovação, mais precisamente na informatização para interligar todas as unidades de saúde do país. Porém, segundo declarou Augusto Cesar Gadelha Vieira, diretor do DataSUS, ainda há grandes desafios a se superar para que essa integração virtual seja possível. "Estamos longe de ter uma informatização adequada no SUS", revelou Vieira durante participação no Fórum Saúde Digital 2014, evento realizado nesta segunda-feira, 11, em São Paulo, promovido pela TI INSIDE e organizado pela Converge Comunicações.

"Ao mesmo tempo que queremos a informatização do SUS, enfrentamos alguns obstáculos como a falta de investimento em TI, quem vai se responsabilizar e arcar com os custos. Tem também a questão dos dados, aonde ficarão armazenados e quem custeará", argumentou o executivo, ressaltando a importância do modelo de cloud neste caso, devido principalmente ao custo mais vantajoso. "Ainda há muito o que ser feito", concluiu.

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