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Mesmo sob pressão da UE, Apple anuncia contratação de mais mil empregados na Irlanda

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Apesar da forte pressão que o Parlamento Europeu vem fazendo sobre multinacionais norte-americanas, em especial do setor de tecnologia, e a alguns Estados membros da União Europeia, devido à política de isenções fiscais, equivalente a um subsídio estatal ilícito, para que as empresas mantenham as sedes de suas subsidiárias em seus territórios, a Apple anunciou nesta quarta-feira, 11, que vai contratar mais mil funcionários para sua unidade em Cork, na Irlanda. Em fevereiro, a Apple havia anunciado que iria construir um novo data center naquele país, previsto para entrar em operação em 2017.

O CEO da Apple, Tim Cook, esteve em Dublin nesta quarta-feira para o anúncio. Em um comunicado, o governo irlandês disse que o anúncio em um sinal de que a gigante de tecnologia está dobrando a aposta em sua sede europeia, apesar da pressão da União Europeia sobre o governo irlandês para que reveja sua política de impostos em relação à empresa.

A Agência de Desenvolvimento Industrial da Irlanda, que atua para atrair investimento estrangeiro direto ao país, disse que a Apple gostaria de acrescentar um novo edifício para instalar um escritório adicional para mil empregados até meados de 2017. Com isso, a Apple deve atingir o total de 6 mil empregados na Irlanda.

A Apple é uma das várias multinacionais que estão sendo investigadas por uma comissão especial criada pelo Parlamento Europeu para analisar as práticas fiscais de alguns Estados membros do bloco econômico. A comissão, composta por 45 eurodeputados, está averiguando os contratos entre as multinacionais e os países europeus. Algumas empresas terão de comparecer à audiência da comissão especial de tributação do Parlamento Europeu no próximo dia 16.

Em outubro do ano passado, a Irlanda disse que iria mudar suas práticas fiscais e exigir que todas as companhias multinacionais registradas no país passassem a ter residência fiscal em Portugal nos próximos seis anos para que, gradualmente, possa acabar com o mecanismo contábil chamado de “Double Irish”. A manobra permite que multinacionais instaladas na Irlanda enviem remessas de grandes quantidades de dinheiro em forma de royalties a outros países. Com informações de agências de notícias internacionais.

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