Startups e scale-ups reconhecem importância da governança corporativa, diz pesquisa

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O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) anuncia o lançamento da pesquisa Governança Corporativa em Startups e Scale-Ups: Práticas e Percepções, desenvolvida com o objetivo de mapear as práticas adotadas pelas startups e scale-ups, bem como as percepções dessas empresas sobre o conceito de governança corporativa e os desafios para incorporá-la em suas agendas.

Os dados da pesquisa – desenvolvida a partir das recomendações do guia Governança Corporativa em Startups & Scale-ups, lançado em março deste ano – foram coletados entre os meses de julho e outubro de 2019, baseados nas respostas de executivos e sócios de 150 startups e scale-ups brasileiras.

O estudo mostra que os respondentes reconhecem a importância da governança corporativa como um fator relevante para atingir seus objetivos, atribuindo a esse aspecto nota média de 9, em uma escala de 0 a 10. Ao mesmo tempo, atribuem nota média de 6,2 em relação ao autoconhecimento sobre o tema.

"A ideia da pesquisa era avaliar o grau de importância que os empreendedores enxergam nas boas práticas de governança corporativa para os seus negócios. Os dados mostraram que, apesar de considerarem o tema muito relevante para atingir os seus objetivos, há um gap importante em relação ao seu conhecimento sobre ele e também sobre a formalização das práticas e estruturas de governança nessas empresas" explica o gerente de Pesquisa e Conteúdo do IBGC, Luiz Martha.

A governança ganha ainda mais relevância para esse público na avaliação dos números relacionados à entrada e saída de sócios das startups e scale-ups. Ao menos 39% das empresas respondentes afirmaram ter tido a entrada de um novo sócio no decorrer do tempo, enquanto 29% enfrentaram a saída de pelo menos um sócio. Na fase mais avançada do negócio, tais movimentos foram calculados em 51% e 37%, respectivamente. As saídas, na maioria das vezes (59%), são decorrentes da falta de alinhamento de interesses entre os sócios no longo prazo – algo que poderia ser evitado ou amenizado com a implementação de princípios e estruturas de governança. No caso da entrada de sócios, os principais motivos são o acesso a novos conhecimentos (62%) e a necessidade de entrada de capital (50%).

"Na nossa avaliação, o tema da governança corporativa é visto de forma positiva pelas 150 empresas respondentes, sendo associada à transparência e à melhoria do modelo de gestão. A governança também é percebida como um processo de amadurecimento gradual, ainda que haja alguns pontos a evoluir para que que estejam mais bem preparadas para atingir os seus objetivos, como o grau de formalização nas relações com mentores e advisors (48%)", conclui Luiz Martha.

A pesquisa está disponível na íntegra e pode ser baixada pelo link.

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