Aumentar eficiência não implica necessariamente em reduzir custos com TI, diz consultora

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A busca por maior eficiência operacional passou a ser um dos tópicos principais das agendas dos executivos de instituições financeiras. Diante desse desafio, os programas de eficiência estabelecidos pelos bancos têm como foco a redução de custos, principalmente os despendidos com tecnologia da informação. Embora a área de TI tenha um papel importante na redução de custos, o impacto das tecnologias nos índices de eficiência das instituições financeiras é limitado, conforme ressaltou Renata Serra, diretora de tecnologia da consultoria Booz & Company, durante o Ciab Febraban 2013.

Na opinião da consultora, os CIOs não devem ter em mente, contudo, que, para aumentar a eficiência dos processos, deve-se exclusivamente reduzir os custos com TI. "Ao contrário, os executivos podem usar a tecnologia para melhorar a experiência do cliente e alavancar receitas", salientou, acrescentando que a adoção de metodologias ágeis também traz mais eficiência aos processos.

Segundo Renata, as estratégias podem se voltar à melhoria da usabilidade e segurança dos canais virtuais, por exemplo, o que leva à maior satisfação dos clientes e, consequentemente, ao crescimento do número de contas correntes. Investir na consumerização de TI, na melhoria das arquiteturas de sistemas e infraestrutura ou em softwares como forma de diferenciação no mercado, ao desenvolver produtos mais complexos, também são formas de aumentar a eficiência sem necessariamente diminuir gastos com tecnologia.

De acordo com pesquisa realizada em 2012 pela Booz & Company, em parceria com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), sobre o estágio da tecnologia bancária no país, o índice médio de eficiência registrado pelos bancos brasileiros no ano passado foi de 51,4%. Embora razoável, o número chegou a 47,9% em 2006. Já os gastos com TI no setor bancário crescem, em média, 12,4% ao ano desde 2008, sendo que em 2012, as despesas atingiram R$ 20,1 bilhões.

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