Mercado Livre apoia a formação de mais de 1.200 meninas latinoamericanas

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Após participação das jovens entre 14 e 18 anos, de sete países latino-americanos, 89% dessas meninas já reconhecem um vínculo mais próximo e positivo com a tecnologia.
Em seu primeiro ano, o Conectadas despertou o interesse por tecnologia em mais de 1.200 mulheres em toda a América Latina.

Realizado pelo Mercado Livre em parceria com {reprograma} e Chicas en Tecnología , o programa permitiu que jovens, entre 14 e 18 anos, apresentassem mais de 150 projetos para criar soluções para os problemas que as rodeiam, como saúde e bem-estar, educação, abandono de animais e educação sexual.

Implementado neste ano no Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia, México e Peru, a iniciativa consiste em uma imersão digital gratuita, quando são abordados conteúdos de transformação digital, resolução de problemas, design da experiência do usuário, desenvolvimento de negócios e marketing digital. O Conectadas convida e estimula as jovens participantes a desenvolver soluções de base tecnológica com impacto social positivo. No Brasil, foram realizados 12 encontros, com um total de 32 horas de treinamento.

De acordo com relatório da UNESCO, publicado em 2019, as mulheres latino-americanas perdem o interesse pelas disciplinas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), especialmente entre o primeiro e o último ano da adolescência. Porém, após participar do Conectadas, 89% dos adolescentes admitem ter um vínculo mais próximo e positivo com a ciência e a tecnologia. "Conscientes do nosso papel social cada vez mais relevante, aqui no Mercado Livre temos o compromisso de acompanhar e incentivar mais meninas a encontrar um futuro na tecnologia. Para diminuir a lacuna de gênero, é fundamental promover a qualificação tecnológica na adolescência", destaca Guadalupe Marín, diretora de Sustentabilidade do Mercado Livre.

Considerando que grande parte das jovens participantes está concluindo o Ensino Médio, 81% afirmam que, depois do Conectadas, têm uma visão mais clara do que querem fazer do seu trabalho e futuro acadêmico, enquanto 95% das participantes sabem mais sobre as opções de treinamento e desenvolvimento profissional em tecnologia. "Com as meninas, trabalhamos sob a perspectiva de que sempre há algo para elas na tecnologia. Focamos muito no conteúdo, para que possam internalizar os conceitos, pensar nos problemas do mundo e imaginar soluções digitais levando em consideração os usuários, os dados e a sua disseminação", disse Carla De Bona, cofundadora da {reprograma}, ONG brasileira que busca formar mulheres em tecnologia.

Para Paula Coto, diretora executiva da organização Chicas en Tecnología, "com a iniciativa, as meninas passaram de usuárias a designers de tecnologia, com uma perspectiva social e inclusiva, visando gerar impactos positivos. Para isso, o cruzamento intercultural entre elas e suas diferentes realidades foi muito importante". Desde 2015, a ONG argentina busca reduzir a lacuna de gênero no ecossistema empreendedor. "Tudo se soma para que elas descubram seu potencial e tenham cada vez mais informações para decidir sobre seu futuro com melhores argumentos", completa.

Durante o evento Conectadas, realizado para comemorar o encerramento do ciclo de 2021, grandes lideranças de toda a região contribuíram com propostas para promover a inclusão de jovens mulheres latino-americanas nos ambientes da tecnologia e do conhecimento digital. Também participaram da transmissão Melina Furman, pesquisadora do CONICET e professora associada da Escola de Educação da Universidade de San Andrés (Argentina), Deborah Berebichez, doutora em Física e comunicadora de Ciências (México), e e Silvana Bahia, fundadora do PretaLab (Brasil).

"O objetivo é que cada vez mais mulheres possam fazer a diferença conectadas à tecnologia e à inovação. Quando temos mais mulheres pensando, discutindo, criando tecnologia e inovação, temos a oportunidade de reduzir as desigualdades", ressalta Silvana Bahía, fundadora do PretaLab.

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