Polen oferece logística reversa para atender aos critérios da ESG

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Diante de um cenário em que a sigla ESG gerou atração de investidores e gestores que estão considerando as práticas ambientais, sociais e de governança no mundo corporativo, as empresas passaram a seguir um caminho mais sustentável e consciente, fazendo valer ainda mais o modelo de economia circular, que tem como pilares mais importantes, a redução, reutilização e reciclagem de materiais e energia.

Uma das principais ferramentas da economia circular é a logística reversa de embalagens que vem a ser uma ótima opção, inclusive, para a redução da poluição e seus respectivos impactos na saúde humana e no meio ambiente. Ela representa um estímulo à reciclagem, redução na exploração da matéria-prima virgem e diminuição na emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE), catalisadores do desequilíbrio climático.

A startup de sustentabilidade Polen está desenvolvendo programas personalizados de compensação ambiental para as empresas, fazendo com que elas cumpram com os critérios ESG (Environmental, Social and Governance), destinados à governança ambiental, social e corporativa,  guiando decisões de investimento e risco para as marcas.

"A logística reversa de embalagens pós-consumo atende às práticas ESG pois promove a neutralização do impacto ambiental causado pelos resíduos gerados pela sociedade. Através da regulamentação desse processo, é possível atender à legislação, revelando a transparência e a efetividade do ciclo de vida completo desses materiais, garantindo a governança de ponta a ponta de toda a ação de reciclagem", explica o CEO da Polen, Renato Paquet.

"Para a gestão, certificação e comprovação da reciclagem de resíduos, usamos a tecnologia blockchain, um diferencial por permitir maior rastreabilidade e transparência para as informações prestadas para a compensação ambiental e efetividade na comprovação jurídica para com os órgãos ambientais. Também possibilita que empresas e consumidores tenham acesso a todas as operações realizadas, por meio do selo de certificação ambiental que atestamos às marcas", ressalta.  A Polen é a primeira startup a fazer toda a rastreabilidade dos resíduos em uma blockchain neutra em carbono.

Empresas ficam em dia com os processos de logística reversa por meio das determinações da Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei 12.305/2010) e do cumprimento de sua agenda. A lei estabelece um novo marco regulatório da gestão de resíduos no país ao reunir um conjunto de princípios, objetivos, ferramentas e diretrizes para a administração integrada e ambientalmente correta de resíduos sólidos.

"Na área ambiental, o critério ESG que mais interage com o dia a dia das empresas que colocam produtos embalados no mercado é a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que traz aspectos muito fortes da economia circular. Um deles é a Logística Reversa de Embalagens em Geral, regulamentado desde 2017 (DP 9177/2017), e que traz para as indústrias a meta de neutralizar, ao menos, 22% das externalidades negativas de embalagens, cobrando que sejam comprovadamente re-inseridas ao ciclo produtivo, ou seja, recicladas", ressalta Renato. Segundo ele, o decreto presidencial estimulou a regulamentação pelos órgãos ambientais de alguns estados brasileiros, como Mato Grosso do Sul (MS), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), que já preveem prazos para o cumprimento das obrigações ambientais.

Dentro desse contexto, uma das alternativas criadas pela Polen para o melhor desempenho custo-efetivo é o crédito de logística reversa, gerado através de um processo seguro, transparente e auditável, que utiliza a tecnologia blockchain e permite a comprovação de toda a reciclagem, sem o risco de qualquer alteração nos documentos comprobatórios. A solução transforma as informações contidas nas Notas Fiscais Eletrônicas de venda de resíduos pós-consumo às indústrias recicladoras em 'ativos digitais', totalmente rastreáveis e impossíveis de serem clonados. Com isso, toda a cadeia da reciclagem se beneficia, não só pela extrema segurança dos dados, mas pela garantia da efetividade do crédito para o cumprimento da lei.

Os créditos de logística reversa funcionam como uma espécie de moeda digital que representa a reinserção de materiais recicláveis na cadeia produtiva, fazendo com que as empresas cumpram com a obrigação ambiental ao mesmo tempo em que ganham um ativo de posicionamento de marca pelo benefício trazido ao meio ambiente.

Além dos créditos de logística reversa, a Polen comercializa em sua plataforma de resíduos todos os tipos de materiais recicláveis, sendo os de maior volume os plásticos (PET) e metais (alumínio), com uma média mensal de quase 2.000 toneladas destes materiais.

Desde 2017, quando a starup foi fundada, 40 mil toneladas de resíduos foram transformadas em matéria-prima ao serem comercializadas para as indústrias recicladoras.

Atualmente, a Polen atende cerca de quatro mil indústrias (empresas) em nove países (Colômbia, Paraguai, Canadá, Portugal, Espanha, China, Chile, Tailândia e Brasil), com cases de sucesso para clientes como Votorantim, Braskem, Natura, Papirus, Hortifruti Natural da Terra, Ambev, Unilever, Grupo Petrópolis, Green People, Tetra Pak e Heineken. Para 2021, a startup pretende triplicar o crescimento anual de 300% com investimentos em inovação e novos processos de logística reversa.

 "Para os próximos anos, espera-se das empresas modelos de negócios que apostam em inovação e sustentabilidade. O mercado está focado em melhores condutas ambientais, sociais e de governança, e muitos investidores estão colocando o conceito de ESG como fator decisivo na alocação de recursos. Assim como o mercado financeiro tem recompensado estratégias bem sucedidas de ESG, alguns acionistas já declararam que estão dispostos a pagar mais por empresas que seguem tais critérios de sustentabilidade", ressalta Renato.

Só no Brasil, no ano passado, fundos ESG captaram cerca de R$ 2,5 bilhões, segundo estudo da Morningstar e Capital Reset. Deste valor, mais da metade foi levantado por fundos criados há menos de um ano. Em outros países, o cenário não é diferente. De acordo com um relatório divulgado pela PwC, até 2025, 57% dos ativos de fundos mútuos europeus, ou cerca de US$8,9 trilhões, estarão aplicados em empresas que levam em consideração os critérios ESG em suas gestões. Mais do que isso, o estudo ainda aponta que, em um futuro breve, 77% dos investidores institucionais farão mais uso de produtos ou serviços que sigam as práticas ESG.

O assunto também é cada vez mais relevante para o consumidor final. Segundo pesquisa realizada pela Union + Webster, a maioria dos consumidores brasileiros (70%) prefere produtos ou serviços de empresas declaradamente sustentáveis, mesmo que isso signifique pagar mais caro por eles.

"Isso mostra que a sociedade tem se importado mais com os impactos ambientais e sociais causados, modificando hábitos em relação a marcas consumidas e investimentos realizados. As empresas não devem pensar em gerar valor apenas para si, mas para toda a sociedade, com entregas claras e significativas", comenta Renato.

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