Primeiro gateway de pagamentos com bitcoins começa a operar no Brasil

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A startup pernambucana PagCoin.com desenvolveu um sistema de pagamentos que permite que varejistas aceitem bitcoins (moedas virtuais) nas vendas pela internet sem qualquer risco, uma vez que as transações são convertidas, automaticamente, para o real e o valor é depositado na respectiva conta bancária da empresa.

Trata-se do PagCoin, um gateway de pagamentos online criado especificamente para o processamento de transações com moedas virtuais e já desenvolvido com a preocupação de afastar o fantasma do banco de bitcoins japonês Mt.Gox, que, após ter sua falência decretada, causou prejuízo de meio bilhão de dólares aos clientes, com a perda de mais de 850 mil bitcoins.

Com implantação gratuita disponível para sistemas de e-commerce, o PagCoin, segundo a empresa, tem baixíssimo custo operacional por transação, fixado em 1% do valor convertido. Segundo João Paulo Oliveira, CEO da PagCoin.com, as operações feitas pelo novo gateway reduzem os gastos por transação em, no mínimo, 60% — se comparadas às realizadas com operadoras de cartões de crédito.

Dentre as vantagens para os varejistas online, ele destaca a possibilidade da empresa aderir à nova tecnologia sem precisar investir em infraestrutura, tampouco se preocupar como a variação da moeda virtual. "Nós assumimos o risco de ficar com as bitcoins transferidas pelos consumidores, fazemos o acompanhamento das taxas de câmbio, convertemos a moeda e efetuamos o depósito bancário. Ou seja, nada muda para as lojas virtuais, que continuarão a receber suas vendas em reais, de maneira rápida e transparente", afirma Oliveira.

Por exemplo, se um produto custa R$ 100, a PagCoin.com converte o valor de reais para bitcoins, no momento da compra, recebe a moeda virtual do cliente, aprova a transação e repassa o dinheiro para a conta bancária cadastrada. "Eliminamos todos riscos ligados à variação cambial para que os lojistas e gestores mantenham o foco em suas vendas, sem terem de se preocupar com a negociação dos bitcoins nas bolsas", completa o executivo.

De acordo Emanuel Pessoa, diretor Jurídico da PagCoin.com, o gateway atende a todos os requisitos legais envolvidos em transações financeiras deste tipo. Isso porque as operações são simples, baseadas apenas na troca de moedas: do dinheiro virtual (usado mundialmente) para o dinheiro oficial (usado no Brasil).

Popularização do negócio

Tendo como meta firmar parcerias com cerca de 500 sites de comércio eletrônico até o fim deste ano, a Pagcoin.com está investindo em torno de R$ 200 mil no lançamento do gateway, incluindo o desenvolvimento da plataforma e a ativação dos primeiros clientes. "Queremos contribuir com a popularização da moeda virtual no Brasil e ajudar a construir um sistema financeiro mais justo e eficiente", diz Oliveira. "Em geral, o custo com o processamento de pagamentos efetuados pela internet, consomem cerca de 5% do valor de um produto", calcula.

Atualmente, a PagCoin.com mantém parceria com algumas startups que instalarão o novo gateway, nas próximas semanas: Dewa, Eventick e Olha pra Ela.

O CEO da PagCoin.com diz que diversas análises indicam um crescimento exponencial na adoção de bitcoins. "Acredito que, dentro de um ano, as transações com bitcoins serão bem comuns, o que será admirável, considerando que o assunto era desconhecido do grande público, há apenas seis meses o tópico", aposta.

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